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Definir o perfil do jogador formado e a negociação de atletas

João Túbero conversa com Pedro Smania, que foi gestor da base do São Paulo entre 2017 e 2022
negociação de atletas
João Túbero conversa com Pedro Smania, que foi gestor da base do São Paulo entre 2017 e 2022

João Túbero conversa com Pedro Smania, que foi gestor da base do São Paulo entre 2017 e 2022

A formação de jogadores de futebol no Brasil foi o tema central do programa ‘Nas Quatro Linhas’, da CBN Ribeirão Preto. O programa contou com a participação de Pedro Esmânia, especialista em gestão de futebol de base, que trouxe sua experiência em clubes como São Paulo, Figueirense e Cuiabá.

Desafios da Gestão de Base

Esmânia destacou a complexidade da função de gerente de base, que envolve não apenas o conhecimento técnico do futebol, mas também gestão de pessoas, incluindo diversos profissionais de áreas como nutrição, medicina e humanas. A construção de pilares essenciais, como captação, desenvolvimento e transição, é crucial para o sucesso da formação. Ele explicou como a organização varia de acordo com a estrutura de cada clube, comparando a experiência em clubes com estruturas robustas, como o São Paulo, e em outros com base em construção, como o Cuiabá.

Objetivos e Perfis dos Clubes

A definição de objetivos e perfis de jogadores varia de acordo com a história e a realidade de cada clube. Esmânia exemplificou com sua experiência no Figueirense, São Paulo e Cuiabá, mostrando como o perfil ideal de jogador muda conforme a filosofia e as necessidades de cada equipe. O São Paulo, por exemplo, busca formar jogadores que se encaixem na estrutura da equipe profissional, enquanto outros clubes podem ter objetivos diferentes, focando em um determinado mercado.

Vendas Precoces e o Futuro da Formação

A venda precoce de jovens jogadores foi outro ponto abordado. Esmânia analisou esse cenário complexo, comparando a decisão de vender um jogador jovem com grande potencial, mas sem experiência profissional, com a opção de esperar mais tempo para obter maior retorno financeiro. Ele destacou a influência da tecnologia e da globalização na captação de talentos, com clubes europeus monitorando jogadores desde os dez anos de idade. A questão financeira também foi ponderada, com a necessidade de equilibrar investimentos e retornos, considerando que não há garantia de sucesso mesmo para jogadores promissores. A crescente influência de ligas estrangeiras, como a Arábia Saudita, na contratação de jogadores experientes, foi discutida, com Esmânia ponderando sobre a possibilidade de influência também na base, mas destacando a necessidade de um investimento de longo prazo e enraizamento para que projetos de formação sejam sustentáveis.

Por fim, a discussão sobre a dificuldade de definir um perfil único para o jogador formado no Brasil foi levantada. A diversidade de estilos e mercados para os jogadores brasileiros demonstra a riqueza e a complexidade do futebol nacional, sem um modelo único de formação.

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