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Delegacias da região possuem um déficit de aproximadamente 900 profissionais

Dados foram apresentados na tarde desta segunda-feira pela presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado na OAB
déficit de policiais
Dados foram apresentados na tarde desta segunda-feira pela presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado na OAB

Dados foram apresentados na tarde desta segunda-feira pela presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado na OAB

O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo denunciou um déficit de quase mil policiais civis na região de Ribeirão Preto. A situação, segundo a presidente do sindicato, Raquel Cobaschi, afeta diretamente a capacidade da polícia de investigar todos os crimes e denúncias.

Déficit de Policiais e suas Consequências

De acordo com os dados apresentados, o Dinter 3 (que abrange Araçatuba, Barretos, Bebedouro, Franca, Ribeirão Preto, São Carlos, São Joaquim da Barra e Sertãozinho) possui 167 delegados, enquanto o ideal seria 222. Em relação aos policiais civis, o número atual é de 1444, contra os 2333 necessários. Isso representa quase 38% dos cargos vagos, comprometendo significativamente as investigações.

Impacto na Investigação Criminal

A falta de efetivo policial leva a uma sobrecarga de trabalho para os policiais em atividade, comprometendo a qualidade das investigações. Com policiais tendo que desempenhar o trabalho de quatro ou cinco, as investigações ficam prejudicadas, violando normas internacionais de direito do trabalho. A presidente do sindicato afirma que a polícia civil não consegue atender a todos os boletins de ocorrência devido ao déficit.

Resposta do Governo e Contrapontos

A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo informou que estão em andamento cursos para a contratação de mais de 2700 policiais civis, delegados e investigadores, além da autorização para a abertura de um novo certame para mais 2750 vagas. No entanto, o sindicato contesta a justificativa do governo, que considera postos de trabalho extintos e a requalificação de mais de 2000 carcereiros como agentes policiais. A presidente do sindicato afirma que essa mudança de nomenclatura não resolve o problema da falta de efetivo policial e que o aumento do efetivo deve acompanhar o crescimento populacional.

A situação demonstra a necessidade urgente de um aumento significativo no número de policiais civis na região de Ribeirão Preto para garantir a segurança pública e a eficiência na investigação criminal. O déficit atual impacta diretamente na capacidade da polícia em atender à população e combater a criminalidade.

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