José Gonçalves Neto é acusado de fazer investigações paralelas antes de abrir inquérito
O delegado José Gonçalves Neto, ex-titular da DIG de Ribeirão Preto, foi condenado a quatro anos de prisão em regime aberto por prevaricação e peculato. A sentença, publicada na quarta-feira, foi proferida pela juíza Carolina Moreira Gama.
Acusações e Irregularidades
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o delegado, que chefiou a DIG entre 2010 e 2011, agia de forma irregular nas investigações. Ele escolhia quais crimes seriam investigados oficialmente e quais seriam apurados paralelamente, abrindo inquéritos apenas após investigações particulares. Um dos casos citados envolve R$ 250 mil apreendidos em uma casa durante uma investigação. O dinheiro não foi recolhido imediatamente à Justiça, nem foi instaurado inquérito para apurar sua origem. Somente após intervenção do Ministério Público, quase um ano depois, o valor foi recolhido. Além disso, o delegado teria desviado R$ 3.300 dos R$ 250 mil apreendidos, entregando-os a uma pessoa que alegava ser vítima, sem comprovação.
Defesa e Recurso
Em sua defesa, o delegado José Gonçalves Neto refutou as acusações, alegando erro judicial e que recorrerá da decisão. Ele afirmou que todos os atos foram legais, que o dinheiro apreendido foi informado à Justiça e que a devolução dos R$ 3.000 foi feita a uma vítima legítima. Argumentou também que a demora na execução do trabalho não configura crime, pois o dinheiro sempre esteve sob custódia da autoridade policial.
Leia também
- Prisão por porte ilegal de armas: Polícia Ambiental prende quatro homens por porte ilegal de arma na região do rio Sapucaí
- Polícia Civil decreta prisão preventiva de marido e sogra de professora encontrada morta em Ribeirão
- Com alcance nacional, operação da Polícia Civil cumpre mandados de busca e de prisão em Ribeirão
Penas e Próximos Passos
Além da pena de quatro anos em regime aberto, o delegado foi condenado a pagar R$ 19 mil de multa. Sua defesa já anunciou que irá recorrer da sentença, considerando-a equivocada. O caso demonstra a importância da transparência e da correta aplicação da lei no âmbito policial.



