Na manhã desta terça-feira (1º), oito agentes da GCM foram presos por apropriação de drogas e dinheiro apreendidos pela guarda
Oito guardas municipais de Bebedouro foram presos na manhã desta quarta-feira (data), em uma operação denominada Calabar. A ação, que contou com a participação de 50 policiais civis, além de integrantes da Guarda Civil Municipal (GCM) e do Ministério Público, foi resultado de uma investigação de oito meses baseada em denúncias anônimas.
Apreensões e Indícios de Corrupção
Durante a operação, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão em imóveis relacionados aos agentes presos, outros guardas e pessoas próximas. Foram apreendidos porções de maconha, crack e cocaína, armas, munições, rádios comunicadores e celulares. O comandante da GCM, Luiz André Rosa Júnior, afirmou que há indícios de que os guardas utilizavam parte das drogas apreendidas para forjar prisões e desviavam recursos para seu próprio sustento.
Investigação e Prisões Temporárias
A investigação envolveu escutas telefônicas em 103 guardas municipais. O delegado Mário José Gonçalves liderou a operação, e o delegado José Eduardo Vasconcelos explicou que as prisões temporárias, com duração de cinco dias, se devem ao fato de que as provas contra alguns investigados ainda não estão totalmente consolidadas. Outros indivíduos estão sob investigação, mas não foram presos por falta de provas suficientes neste momento.
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Operação Calabar
A operação recebeu o nome de Calabar em referência a Domingos Fernandes Calabar, senhor de engenho que traiu as forças portuguesas e favoreceu a invasão holandesa no Brasil. A escolha do nome simboliza a traição à confiança pública cometida pelos guardas municipais envolvidos.



