Paulo Henrique Martins de Castro teria retardado ações referente a Operação Têmis; caso será levado à corregedoria da Polícia
Suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro contra um delegado de polícia de Ribeirão Preto, São Paulo, foram levantadas durante a Operação Thames, realizada pelo Ministério Público. A Secretaria de Segurança Pública do Estado confirmou a abertura de dois inquéritos para investigar a conduta do delegado, Paulo Henrique, que estavam sob segredo de justiça.
Inquéritos e Suspeitas
As investigações apontam que o delegado não teria dado andamento correto a inquéritos policiais relacionados à Operação Thames, que apura crimes de uma organização criminosa com mais de 50 mil ações no fórum de Ribeirão Preto. A suspeita recai sobre o tratamento dado a pelo menos 20 inquéritos, sob responsabilidade do delegado no 4º Distrito Policial, onde fica o escritório de advocacia dos denunciados na operação.
Importância da Apuração
Para Jorge Sanches, advogado da ONG Amaribo, que combate a corrupção, a apuração é crucial devido à gravidade dos crimes investigados na Operação Thames. Ele destaca a importância do funcionamento adequado das instituições e do papel de cada uma, desde a Polícia Civil ao Judiciário, para garantir a justiça e a transparência.
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Transferência e Declarações
Paulo Henrique foi transferido do 4º para o 1º Distrito Policial no dia 16 de março, em decorrência da investigação da Corregedoria. O delegado negou, em entrevista ao jornal A Cidade, ter conhecimento das investigações e alegou ter dado andamento normal às investigações contra os denunciados na Operação Thames. A Corregedoria apura os fatos para posterior julgamento interno, conforme a legislação.
A apuração dos fatos e a investigação transparente são cruciais para a credibilidade das instituições e para a garantia de justiça. O caso demonstra a importância dos mecanismos de controle interno e externo para combater a corrupção e assegurar a eficiência do sistema policial.



