Leandro Árabe e três policiais são investigados por extorquirem empresários suspeitos de traficarem drogas
A Justiça determinou o afastamento provisório do delegado Leandro Arab, da Polícia Civil, e também solicitou a quebra de seu sigilo bancário e o de sua esposa. A medida é resultado de acusações do Ministério Público e da Corregedoria, que apontam o delegado e outros três policiais civis por extorsão a um empresário, visando interferir em uma investigação de tráfico de drogas.
Detalhes da Investigação e Prisões
Leandro Arab está afastado de suas funções e impedido de deixar Ribeirão Preto sem autorização judicial. Os investigadores Roberto Mário dos Santos e Augusto Vaqueiro já estão presos desde o início do mês. Na última quarta-feira, Luiz Henrique Maringoli de Lima tornou-se o terceiro policial a ser preso, também acusado de participação no esquema.
Ação do Ministério Público
O promotor Leonardo Romanelli confirmou que o Ministério Público aguarda a comunicação judicial para efetivar o afastamento do delegado. Ele ressaltou o sucesso e a rapidez da investigação, que permitiu o afastamento dos envolvidos e a recuperação de parte significativa do dinheiro da vítima. O promotor enfatizou a importância da colaboração das vítimas de crimes, mesmo quando envolvendo policiais.
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Entenda a Extorsão
As investigações indicam que Arab e os outros policiais agiram para obstruir um inquérito aberto em fevereiro de 2014, após a apreensão de um carro com drogas. Em troca, teriam exigido R$ 100 mil do proprietário do veículo, com R$ 80 mil já pagos e os R$ 20 mil restantes entregues no dia 7 deste mês. O encontro para a entrega do valor foi filmado, e as notas foram previamente xerocadas.
Em depoimento à Corregedoria, o delegado Leandro Arab negou qualquer participação no crime. O promotor Leonardo Romanelli informou que todos os envolvidos foram denunciados por crimes de concussão, prevaricação e extorsão contra duas vítimas diferentes, em diferentes períodos, podendo enfrentar penas de até 10 anos de prisão.
Os três policiais presos estão detidos em São Paulo, no presídio especial da Polícia Civil. A prisão preventiva do delegado foi solicitada, mas negada pela Justiça. Até o momento, a Corregedoria não foi notificada sobre o afastamento.
As ações das autoridades demonstram o compromisso com a apuração de denúncias e a responsabilização de agentes públicos que desviam de suas funções.



