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Delegado descarta que morte de corretor de imóveis pela namorada foi legitima defesa em Ribeirão

Pessoas que já se envolveram tanto com Branda, quanto com Carlos Felipe prestaram depoimentos a Polícia; investigação continua
Delegado descarta que morte de corretor
Pessoas que já se envolveram tanto com Branda, quanto com Carlos Felipe prestaram depoimentos a Polícia; investigação continua

Pessoas que já se envolveram tanto com Branda, quanto com Carlos Felipe prestaram depoimentos a Polícia; investigação continua

A polícia segue investigando a morte do corretor de imóveis Carlos Felipe Camargo, em Ribeirão Preto, após novos depoimentos que colocaram em foco os relacionamentos anteriores da principal suspeita, identificada como Brenda.

Depoimentos e versões conflitantes

Um ex-sogro de Brenda relatou à polícia que o relacionamento do filho com a suspeita, que durou cerca de dois anos, teria sido marcado por episódios de violência. Segundo ele, em duas ocasiões o jovem foi ameaçado com faca e chegou a pular o muro de casa para escapar de agressões. Em uma dessas situações, o pai teria aconselhado o filho a terminar o namoro por receio de que ocorresse uma tragédia.

O filho, no entanto, disse em depoimento que o término ocorreu por discussões frequentes motivadas por ciúme, mas negou ter havido violência ou traição de ambas as partes. Duas ex-namoradas de Carlos Felipe também prestaram depoimento e o descreveram como uma pessoa calma, compreensiva e pouco agressiva, afirmando que as brigas jamais ultrapassavam o limite.

Brenda, ao confessar o homicídio, afirmou ser vítima de violência doméstica e disse ter sufocado o companheiro durante um episódio de agressão. A família da vítima, por sua vez, contesta essa versão e cita que a vítima sofreu nove facadas, argumento usado para rejeitar a hipótese de legítima defesa.

Investigação e posicionamento da polícia

O delegado responsável pelo caso, Rodolfo Latif Ceba, afirmou ter descartado a possibilidade de legítima defesa e informou que a investigação atrásra busca entender outras circunstâncias, incluindo os relacionamentos anteriores das pessoas envolvidas, para traçar melhor o perfil dos envolvidos. Para isso, serão ouvidas pessoas que conheciam Brenda, como parte da apuração.

Brenda foi ouvida e liberada pela polícia; ela não está presa. A autoridade policial não divulgou prazo para a conclusão das investigações.

Reações da família e da defesa

Para a irmã da vítima, Akatia Felício, a versão apresentada por Brenda é uma mentira. Ela argumentou que nove facadas não configuram legítima defesa e levantou a hipótese de que o homem tenha sido surpreendido, pedindo confiança no trabalho da justiça para elucidar os fatos.

O advogado de Brenda, Alexandre Durante, rebateu sustentando que sua cliente foi agredida e que existem documentos que indicariam tratar‑se da segunda agressão sofrida por ela. Segundo o defensor, mesmo que a vítima tivesse histórico de bom comportamento em relações anteriores, o que importa é o estado da situação no momento do crime; a defesa afirma que, se Brenda não tivesse se defendido, corria risco de morte.

A investigação segue em andamento com depoimentos em curso e apuração de registros e circunstâncias que possam esclarecer o que ocorreu na noite em que Carlos Felipe Camargo foi morto.

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