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Delegado e escrivães são suspeitos de ajudarem advogados investigados na Operação Têmis

Documentos revelam que os agentes do 4º DP trocaram favores com dois réus investigados por esquema de fraudes judiciais
Operação Têmis
Documentos revelam que os agentes do 4º DP trocaram favores com dois réus investigados por esquema de fraudes judiciais

Documentos revelam que os agentes do 4º DP trocaram favores com dois réus investigados por esquema de fraudes judiciais

Uma investigação do Ministério Público expôs uma rede de corrupção envolvendo policiais civis e advogados na zona sul de Ribeirão Preto. A denúncia detalha a ligação entre escrivães do 4º Distrito Policial e advogados presos e investigados por um golpe milionário.

Polícia Falha em Cumprir seu Dever

A cooperação entre policiais e advogados comprometeu a investigação de crimes na região. Entre 2014 e 2018, período em que os policiais denunciados atuaram no 4º DP, foram registrados 3.179 furtos e roubos de veículos, com apenas 763 recuperados (25%). Em contraste, nos cinco meses seguintes à denúncia e transferência dos policiais, foram registrados 197 roubos de carros e motos.

Provas Revelam Corrupção

O Ministério Público baseia suas acusações em documentos, mensagens e áudios que comprovam a troca de favores entre os advogados e os policiais. Um áudio divulgado pela EPTV mostra uma conversa entre a escrivã Maria José Dias Arena e o advogado Klaus Felipe Lodoli, onde Maria José revela ter alertado o escrivão Marco Aurélio de Carvalho para não incluir o depoimento de uma pessoa que poderia prejudicar os advogados. A investigação aponta para corrupção passiva e lavagem de dinheiro por parte dos policiais.

Golpe Milionário e Consequências

Os advogados presos são réus em um processo por um golpe de R$ 100 milhões contra bancos e empresas, envolvendo mais de 50 mil ações fraudulentas. As vítimas, muitas vezes, desconheciam o uso de seus nomes em processos de indenização. O juiz da 4ª Vara Criminal, Lúcio Alberto Enés da Silva Ferreira, confirmou a denúncia e determinou que os policiais sejam ouvidos em 15 dias. A defesa dos acusados afirma que provará a inocência dos envolvidos. Os advogados Klaus Lodoli e Renato Rosim Vidal negam qualquer envolvimento nos crimes.

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