Suspeito de fazer a suástica em rua da Zona Sul foi identificado, ouvido e liberado; crime não prescreve e é inafiançável
Um morador de Ribeirão Preto foi identificado pela Polícia Civil após pintar uma suástica, símbolo nazista, em frente à sua casa. O caso ganhou repercussão após denúncia da comunidade judaica e imagens de câmeras de segurança mostrarem o ato.
O incidente e as investigações
O homem, de 51 anos e identificado como Wagner Guidetti, um serralheiro atualmente afastado do trabalho, negou apologia ao nazismo. Segundo o delegado Ricardo Turra, responsável pela investigação, Guidetti alegou estar revoltado com vizinhos e ter pintado o símbolo de forma impensada após um serviço de pintura. As câmeras de segurança registraram o ato na quarta-feira à tarde, mostrando Guidetti pintando e, posteriormente, removendo a suástica. A Polícia Civil analisou as imagens e o localizou rapidamente.
Reações e implicações legais
O presidente executivo da Federação Israelita do Estado de São Paulo, Ricardo Bergui, expressou preocupação com o ato, enfatizando a gravidade do símbolo nazista e a necessidade de educação sobre o regime e seus horrores. O advogado Daniel Pacheco explicou que apologia ao nazismo é crime inafiançável e imprescritível no Brasil, independentemente do tempo decorrido. O boletim de ocorrência foi registrado pela advogada judia Tamara Cegal, filha de um sobrevivente do Holocausto, que levantou a hipótese de a data do ato coincidir com o aniversário de Adolf Hitler. Apesar de ouvido e liberado, Guidetti ainda pode ser preso preventivamente durante a investigação.
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Desdobramentos e próximos passos
Apesar de Wagner Guidetti ter sido liberado após prestar depoimento, o caso segue sob investigação. A gravidade do crime, a existência de provas irrefutáveis em vídeo e a natureza imprescritível da apologia ao nazismo indicam que o processo terá continuidade. A comunidade aguarda os desdobramentos do inquérito policial e a aplicação da lei.



