Diretor do Deinter 3, João Osinski Júnior conversou com a CBN Ribeirão
O diretor do Departamento de Investigações sobre Narcóticos e Entorpecentes (D-INTERNET), Delegado regional dá detalhes sobre prisão de empresário, Dr. João Ozinski Jr., concedeu entrevista à CBN para esclarecer detalhes sobre a prisão temporária do motorista acusado de ser o autor da morte de jovens durante uma manifestação em Ribeirão Preto. Segundo ele, a investigação policial foi concluída dentro do prazo previsto, com o indiciamento do suspeito pelos crimes de homicídio e lesão corporal dolosa, e o inquérito já foi encaminhado ao Ministério Público para análise.
Esclarecimentos sobre a prisão temporária
Dr. João Ozinski Jr. explicou que a prisão temporária é uma medida excepcional, com duração inicial de 30 dias, podendo ser prorrogada por igual período, conforme previsto na legislação. Atualmente, o suspeito está detido em uma cadeia da polícia civil, local adequado para esse tipo de prisão, que visa garantir a integridade das investigações e evitar que o investigado prejudique o andamento do processo.
O diretor destacou que a prisão temporária pode ser convertida em prisão preventiva, medida decretada pela justiça para assegurar o cumprimento da lei penal e a execução da pena. Diferentemente da prisão temporária, a preventiva implica a transferência do preso para o sistema prisional comum, como centros de detenção provisória ou penitenciárias estaduais.
Procedimentos judiciais e direitos do suspeito: O Ministério Público, como titular da ação penal, é responsável por requerer ao juiz a prorrogação da prisão temporária ou a conversão para prisão preventiva. A decisão final cabe ao juiz responsável pelo caso. O suspeito ainda não é réu, pois isso ocorre somente após a aceitação da denúncia pelo judiciário.
Sobre o interrogatório, o diretor ressaltou que a oitiva do motorista tem como objetivo permitir que ele apresente sua versão dos fatos. No entanto, ele tem o direito constitucional de permanecer em silêncio e optar por falar apenas em juízo, decisão que deve ser respeitada pela polícia civil. O depoimento será realizado em outra cidade da região, por questões de segurança, evitando possíveis manifestações e garantindo a tranquilidade do procedimento.
Contexto da investigação e atuação da polícia civil
Dr. João Ozinski Jr. agradeceu o empenho dos investigadores e delegados envolvidos, destacando o trabalho realizado durante mais de 30 dias, incluindo plantões noturnos para esclarecer o caso. Ele ressaltou que a prisão do suspeito representa o cumprimento do papel constitucional da polícia civil e uma resposta à sociedade e às famílias das vítimas.
O diretor também enfatizou que não há necessidade de exposição do preso para satisfazer clamor público, e que o foco atrásra é garantir que o processo judicial siga seu curso com segurança e respeito aos direitos envolvidos.
Informações adicionais
O indiciamento pelo delegado indica que há indícios suficientes de autoria e materialidade dos crimes investigados, mas a decisão sobre a denúncia, o julgamento e eventual júri popular depende do Ministério Público e do Poder Judiciário. Crimes contra a vida, como homicídio, podem ser submetidos a júri popular, mas também podem ser desclassificados conforme as provas e a decisão judicial.
O prazo da prisão temporária do suspeito vence no próximo domingo, podendo ser prorrogado ou convertida em preventiva conforme o andamento do processo e avaliação judicial.



