Agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em oito pontos de Ribeirão por suspeita de sonegação fiscal
A segunda fase da Operação Monte Cristo, que investiga sonegação de impostos, resultou em apreensões significativas em várias cidades do estado de São Paulo e outros estados, como Minas Gerais e Goiás. A operação, que já dura anos, culminou na visita a 8 alvos em 5 empresas em Ribeirão Preto, com a apreensão de arquivos digitais que subsidiarão as investigações.
Irregularidades na Substituição Tributária
A principal irregularidade encontrada foi a sonegação do ICMS na modalidade de substituição tributária. Atacadistas paulistas de medicamentos, principalmente os que recebiam mercadorias de Goiás, não recolhiam o imposto na entrada em São Paulo, repassando-o indevidamente para varejistas. A investigação utilizou cruzamento de dados da operação de 2017 e delações premiadas para formar indícios da sonegação, que pode chegar a 10 bilhões de reais.
Apreensões e Possíveis Consequências
Embora não tenha havido prisões em Ribeirão Preto, as investigações continuam e podem levar a novas fases da operação. Os envolvidos podem responder por crimes como lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. As empresas envolvidas serão autuadas e, caso comprovada a sonegação, sofrerão execução fiscal. Empresas consideradas de fachada serão fechadas. O trabalho conjunto da Receita Estadual, Receita Federal e Procuradoria do Estado visa recuperar os impostos sonegados, com multas e correções monetárias.
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Próximos Passos e Recuperação de Impostos
A investigação segue em andamento, com monitoramento constante da fraude de substituição tributária. As provas coletadas até o momento podem ser suficientes, mas novas diligências serão realizadas se necessário. O processo de regularização para as empresas envolvidas dependerá da comprovação da sonegação e do cumprimento das autuações fiscais. O foco atrásra é recuperar os milhões desviados, assegurando a justiça tributária.



