Quem traz detalhes sobre o assunto é o professor Luiz Puntel na coluna ‘Oficina de Palavras’
Alfabeto Grego e as Variantes do Coronavírus
Recentemente, o mundo voltou a acompanhar com preocupação a evolução do coronavírus, com o surgimento de novas variantes. A escolha das letras do alfabeto grego para nomear essas variantes, como Alfa, Beta, Gama, Delta e, mais recentemente, Ômicron, gerou curiosidade e questionamentos. Mas por que o alfabeto grego?
A Razão por Trás da Escolha
A Organização Mundial da Saúde (OMS) optou pelo alfabeto grego para facilitar a identificação e memorização das variantes. Anteriormente, a numeração utilizada (como B.1.1.300) era complexa e difícil de reter, mesmo para especialistas. Além disso, a prática de nomear as variantes pela região de origem (China, Brasil, Índia, etc.) gerava estigma e preconceito contra esses países.
Ômicron e o Futuro
O Ômicron, 15ª letra do alfabeto grego, destacou-se pela rápida disseminação, causando novas ondas de restrições e lockdowns na Europa. A OMS utilizou as 24 letras do alfabeto grego para nomear as variantes. No entanto, a utilização do alfabeto grego para nomear novas mutações preocupa, uma vez que restam apenas nove letras disponíveis. A comunidade científica aguarda novas diretivas da OMS caso o alfabeto grego se esgote.
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Em meio a essa situação, é importante lembrar das famílias que perderam seus entes queridos para a Covid-19. A homenagem a essas famílias é um lembrete da gravidade da pandemia e da necessidade de continuarmos vigilantes e solidários.