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Demanda do consumidor por crédito cresce pelo 2º mês consecutivo

Economista Alexandre Nicolella falou à CBN Ribeirão
Demanda do consumidor por crédito cresce
Economista Alexandre Nicolella falou à CBN Ribeirão

Economista Alexandre Nicolella falou à CBN Ribeirão

Uma pesquisa realizada pela Serasa Experian indicou que a demanda do consumidor por crédito cresceu 5, Demanda do consumidor por crédito cresce pelo 2º mês consecutivo,3% em abril, marcando a segunda alta mensal consecutiva. Esse aumento reflete uma maior busca por financiamentos e empréstimos por parte das famílias brasileiras, em um cenário econômico que apresenta sinais mistos de recuperação.

Em entrevista à CBN, o economista e professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA USP), Alexandre Nicolela, destacou a importância de cuidados na contratação de crédito para evitar o endividamento excessivo. Segundo ele, é fundamental que o consumidor analise a tomada de crédito dentro do orçamento familiar, planejando para que as parcelas caibam sem comprometer a saúde financeira.

Cuidados ao tomar crédito: Nicolela ressaltou que, ao decidir pela compra financiada, o consumidor deve avaliar criteriosamente a taxa de juros e buscar a melhor oferta disponível no mercado.

“É essencial que as pessoas façam um planejamento para que as parcelas caibam no orçamento, sem deixar o orçamento apertado”, afirmou o economista.

Ele alertou que o crédito pode ser uma ferramenta útil, desde que utilizado com responsabilidade e dentro das possibilidades financeiras de cada família.

Motivos comuns para o endividamento

O economista explicou que o endividamento ocorre frequentemente quando o consumidor acumula várias dívidas e chega a um ponto em que não consegue mais arcar com os pagamentos. Além disso, um orçamento familiar muito justo pode levar a dificuldades em honrar as parcelas em caso de gastos inesperados, como despesas médicas ou reparos emergenciais.

Esse cenário aumenta o risco de inadimplência, especialmente porque os juros sobre parcelas não pagas tendem a ser elevados, agravando a situação financeira do consumidor.

“Quando a pessoa acumula várias dívidas e não consegue mais pagar, o problema se agrava. Um orçamento muito justo dificulta lidar com imprevistos, o que pode levar ao atraso e à inadimplência”, explicou Nicolela.

Queda na inadimplência: Apesar do aumento na demanda por crédito, a taxa de inadimplência apresentou queda, atingindo uma das menores dos últimos dois anos. De acordo com Nicolela, esse cenário é resultado de uma combinação de fatores econômicos e comportamentais.

Entre os motivos apontados estão a troca de dívidas com juros mais altos por outras com taxas menores, a cautela dos bancos na concessão de crédito e a taxa de desemprego baixa, que em abril atingiu o menor nível desde 2002. Esses elementos favorecem a capacidade de pagamento dos consumidores e contribuem para a redução da inadimplência.

Recomendações para o consumidor: O economista reforçou que o planejamento financeiro é essencial para evitar dívidas que comprometam o orçamento familiar. Ele aconselhou a formação de uma poupança de segurança para cobrir eventuais imprevistos e garantir o pagamento das dívidas por alguns meses, caso necessário.

“Ter uma reserva financeira é fundamental para lidar com situações inesperadas e evitar que o consumidor entre em inadimplência”, afirmou Nicolela.

Além disso, ele recomendou que os consumidores façam simulações antes de contratar crédito e busquem sempre as melhores condições disponíveis no mercado.

Entenda melhor

O crescimento da demanda por crédito indica maior acesso ao financiamento, o que pode impulsionar o consumo e a economia. No entanto, esse aumento requer atenção para que o endividamento não comprometa a saúde financeira das famílias brasileiras.

A manutenção da inadimplência em níveis baixos está relacionada a fatores econômicos, como o emprego e a gestão cuidadosa das dívidas. A taxa de desemprego em abril, que alcançou o menor nível desde 2002, contribui para a capacidade dos consumidores de honrar seus compromissos financeiros.

Portanto, o cenário atual apresenta oportunidades para o acesso ao crédito, mas também exige responsabilidade e planejamento por parte dos consumidores para evitar riscos financeiros futuros.

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