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Demanda por crédito cai no primeiro semestre

Pouco poder aquisitivo para pagar dívidas e receio por causa da crise resultaram na baixa de 9%
Demanda por crédito
Pouco poder aquisitivo para pagar dívidas e receio por causa da crise resultaram na baixa de 9%

Pouco poder aquisitivo para pagar dívidas e receio por causa da crise resultaram na baixa de 9%

O cenário econômico brasileiro tem apresentado desafios, e o mercado de crédito não é exceção. A demanda por crédito, especialmente aquele oferecido por bancos e financeiras, tem demonstrado um desempenho abaixo do esperado. A cautela dos consumidores, diante de juros pouco atrativos e incertezas econômicas, tem impactado diretamente a busca por financiamentos.

Retração na Demanda por Crédito

O primeiro semestre de 2016 registrou uma queda significativa de 8,9% na demanda por crédito. Esse resultado prolonga um período de dificuldades para o setor, que já dura 18 meses. Segundo Flávio Calife, economista da Boa Vista SCPC, mesmo com a restrição de crédito imposta pelas empresas, a principal razão para a queda é a postura cautelosa do consumidor. Os números do semestre apenas consolidaram uma tendência de retração já observada, com reflexos diretos no consumo e no varejo.

Cenário Atual e Perspectivas

A diminuição na procura por crédito não se deve à falta de oferta, mas sim à decisão dos consumidores de evitar o endividamento em um momento de incertezas. O mercado de trabalho instável e a falta de clareza sobre o futuro da economia contribuem para essa postura. A expectativa é que a demanda continue baixa no segundo semestre, com uma possível melhora apenas a partir de 2017.

A Recuperação em 2017

A retomada do crescimento, prevista para 2017, dependerá da implementação de medidas fiscais e da aprovação de ações governamentais que inspirem confiança nas agências econômicas e nos consumidores. Embora a confiança já mostre sinais de melhora, sua tradução em compras e na retomada do crédito exigirá a consolidação das expectativas positivas. A curva de crédito em 12 meses, embora ainda negativa, apresenta uma tendência de alta, indicando uma possível recuperação da demanda nos próximos trimestres.

A busca por crédito está intrinsecamente ligada ao consumo, especialmente no varejo. A variação acumulada em 12 meses revela uma queda de 5,1%, enquanto a avaliação interanual (junho de 2016 contra junho de 2015) aponta uma retração de 8,2%. A análise mensal também indica uma queda de 3% em relação a maio. Os bancos lideram a queda na procura por crédito, com um recuo de 15%, seguidos pelas não financeiras, com 5%.

Diante desse cenário, o mercado aguarda com expectativa as ações que serão tomadas para impulsionar a economia e restaurar a confiança dos consumidores, elementos essenciais para a retomada do crescimento e do consumo.

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