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Demanda por crédito tem nova queda em abril

Baixa do mês passado foi de 1,4%, enquanto acumulado dos últimos 12 meses está em quase 5%
Demanda por crédito
Baixa do mês passado foi de 1,4%, enquanto acumulado dos últimos 12 meses está em quase 5%

Baixa do mês passado foi de 1,4%, enquanto acumulado dos últimos 12 meses está em quase 5%

Em um cenário econômico marcado por juros elevados e um mercado ainda em recuperação, a busca por crédito por parte dos consumidores tem demonstrado cautela. Instituições financeiras, como bancos e financiadoras, têm registrado um declínio constante na procura por seus serviços.

Queda na Demanda por Crédito

Um levantamento recente da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito) revelou uma queda de 1,4% na procura por crédito no mês de abril. Esse percentual supera a retração de 1% observada no mês anterior. Segundo o economista Flávio Gaf, o acumulado dos últimos 12 meses já aponta para uma diminuição de 4,9% na demanda por crédito em comparação com o ano anterior.

Gaf ressalta que, embora a queda na demanda por crédito tenha atingido um pico de 7% em atrássto de 2015, o cenário tem apresentado uma leve melhora gradual. No entanto, o consumidor permanece cauteloso, evitando compromissos financeiros de longo prazo devido a orçamentos apertados.

Desempenho dos Segmentos

A análise dos segmentos que compõem o indicador revela disparidades. Os bancos apresentaram uma queda mais acentuada, de 5,1%, enquanto as financeiras registraram um crescimento tímido de 1%. O varejo, que também oferece crédito para o parcelamento de compras, tem apresentado um desempenho relativamente melhor em comparação com os demais segmentos.

Apesar dessa leve melhora, ainda não é possível afirmar que a tendência de queda será revertida. A demanda por crédito continua sensível à confiança do mercado, que ainda se encontra abalada por fatores como juros elevados e inflação.

Perspectivas Futuras

Analistas do mercado financeiro vislumbram uma possível melhora no cenário até o final do ano, condicionada à estabilidade política e a mudanças significativas na economia. A expectativa é que a retomada da confiança impulsione a demanda por crédito e, consequentemente, o consumo da população.

Diante desse contexto, a prudência continua sendo a palavra de ordem para os consumidores que necessitam de recursos financeiros adicionais.

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