Segundo a OMS, a carga hormonal e a expectativa de vida delas são os principais fatores para o desenvolvimento da doença
Mulheres e a Demência: Uma Análise das Diferenças de Gênero
Fatores de Risco e Predisposição Genética
A demência, caracterizada pela perda progressiva da memória e do raciocínio, afeta mais mulheres do que homens, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa diferença está ligada a diversos fatores, incluindo a carga hormonal e a maior expectativa de vida das mulheres. O professor de Neurologia da USP, Vítor Tumas, destaca que os hormônios femininos podem desempenhar um papel na predisposição à doença, embora não haja comprovação definitiva sobre como isso ocorre. Além disso, as diferenças genéticas entre homens (XY) e mulheres (XX) podem influenciar a suscetibilidade a doenças como o Alzheimer, um tipo comum de demência.
Influência Ambiental e Fatores de Proteção
A exposição a diferentes ambientes ao longo da vida também pode contribuir para a disparidade entre os sexos. Pessoas que trabalharam em zonas rurais, por exemplo, podem ter sido expostas a fatores de risco distintos. É importante ressaltar que nem toda demência é Alzheimer, mas todo caso de Alzheimer é uma demência. Para prevenir a demência, ações de saúde pública são cruciais, focando em fatores protetivos como boa saúde, desenvolvimento intelectual e atividade física. Programas que promovam um estilo de vida saudável podem reduzir significativamente o risco.
Avanços na Prevenção e Tratamento
Embora ainda não existam tratamentos preventivos eficazes disponíveis, a medicina avança na busca por soluções. Manter o cérebro ativo por meio da estimulação intelectual é um fator de proteção importante. A incidência de demência aumenta com a idade, mas casos em pessoas mais jovens também ocorrem. A pesquisa continua buscando maneiras de reverter ou minimizar os efeitos da demência, oferecendo esperança para o futuro.
Portanto, a compreensão das diferenças de gênero na incidência de demência exige uma abordagem multifatorial, considerando hormônios, genética, ambiente e estilo de vida. A prevenção, por meio de hábitos saudáveis e políticas públicas eficazes, se mostra fundamental para minimizar o impacto dessa doença.



