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Demitidos da Atmosphera estão sem seguro desemprego e fundo de garantia

Empresa demitiu 586 terceirizados da Prefeitura de Ribeirão Preto após contrato ser rescindido
Demitidos Atmosphera
Empresa demitiu 586 terceirizados da Prefeitura de Ribeirão Preto após contrato ser rescindido

Empresa demitiu 586 terceirizados da Prefeitura de Ribeirão Preto após contrato ser rescindido

Funcionários demitidos da Atmosfera, empresa terceirizada pela prefeitura de Ribeirão Preto, enfrentam dificuldades para receber salários, benefícios e indenizações desde setembro. 586 trabalhadores foram dispensados após a rescisão dos contratos de terceirização, que, segundo Polícia Federal e Ministério Público, funcionavam como cabide de empregos.

Demissões e Homologação

A demissão em massa pegou os funcionários de surpresa. O prazo para a saída foi menor que o normal, com a assinatura da rescisão em 6 de setembro e a saída da secretaria em 6 de outubro (embora muitos tenham saído antes). A principal reclamação é a falta de homologação da demissão, necessária para a baixa na carteira de trabalho, impossibilitando a busca por novos empregos. Funcionários como Fabiana Guedes, cujo último dia de trabalho foi em 6 de outubro, ainda aguardam a homologação.

Procuras e Impasses

Os trabalhadores demitidos procuraram a empresa, que atribuiu a culpa à prefeitura pela falta de repasse financeiro. O sindicato também foi procurado, mas sem solução imediata. Antônio Francisco Jr. relata a dificuldade em resolver o problema, com o dinheiro bloqueado. A situação afeta a vida financeira dos ex-funcionários, que relatam dificuldades para encontrar novos empregos com a carteira de trabalho retida.

Ações Legais

O advogado trabalhista Ricardo Estevão Soares de Ávila explica que, sem resolução administrativa, a via judicial é o único recurso. Ele afirma que os trabalhadores podem entrar com ações trabalhistas para levantar os valores disponíveis no FGTS e habilitar-se ao seguro-desemprego. O interventor nomeado para administrar os pagamentos não quis se pronunciar sobre o assunto, apenas confirmou a falta de pagamentos e não deu prazo para a solução. A Coderpe informou que a justiça proibiu repasses à Atmosfera e que não tem responsabilidade sobre o pagamento das multas do FGTS.

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