Ouça a coluna ‘CBN Comportamento’, com Daniele Zeotti
O amor, um tema universalmente celebrado como fonte de bem-estar e cura, também pode se manifestar de forma obsessiva e prejudicial. Frequentemente procurado em consultórios, o amor persiste como uma questão central, seja na busca, na dificuldade de manter relacionamentos ou no sofrimento causado por ele.
A Essência Contraditória do Amor
Definido de inúmeras maneiras pela poesia, filosofia e neurociência, o amor encontra em Camões uma das suas mais belas descrições. O poeta o retrata como “fogo que arde sem se ver”, uma experiência paradoxal de dor e prazer, controle e descontrole. Essa natureza contraditória é inerente ao amor, tornando-o uma força que nem sempre podemos dominar.
Quando o Amor se Torna Patológico
O amor pode se desviar para um caminho patológico quando se torna obsessivo, transformando o outro em um objeto de desejo e controle. Nietzsche argumenta que o amor é inerentemente patológico, pois idealizamos o outro, atribuindo-lhe qualidades que ele não possui. Essa idealização pode levar à possessividade e ao ciúme extremo, culminando em atitudes extremas como o “se não for meu, não será de ninguém”.
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Cultivando um Amor Leve e Saudável
É fundamental buscar um amor mais leve, identificando os sinais de possessividade e buscando ajuda profissional quando necessário. Como expressa Camões, o amor é uma contradição em si mesmo, mas quando essa contradição causa sofrimento excessivo, é importante procurar apoio. Amar sem sofrimento é o objetivo, e a reflexão sobre o tema pode ser valiosa em outras oportunidades.
Encontrar o equilíbrio no amor é um desafio constante, mas essencial para uma vida plena e feliz.