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Demora no atendimento do SUS também atinge emergências

Entre os casos mais graves está o de um idoso de 71 anos que fraturou o fêmur há 13 dias e ainda aguarda cirurgia
Demora no SUS
Entre os casos mais graves está o de um idoso de 71 anos que fraturou o fêmur há 13 dias e ainda aguarda cirurgia

Entre os casos mais graves está o de um idoso de 71 anos que fraturou o fêmur há 13 dias e ainda aguarda cirurgia

Falta de vagas em hospitais públicos de Ribeirão Preto

Ribeirão Preto enfrenta sérios problemas no atendimento emergencial de saúde, não por falta de profissionais, mas sim pela escassez de vagas. Um caso emblemático é o de um idoso de 71 anos, Geraldo, que aguarda há 13 dias por uma cirurgia no Hospital das Clínicas (HC) após fraturar o fêmur.

Demora no atendimento e a ‘vaga zero’

A espera prolongada por consultas e cirurgias no Sistema Único de Saúde (SUS) é um problema recorrente. No entanto, a situação se agrava em casos de emergência. O filho de Geraldo relata que seu pai foi transferido de um hospital em Sertãozinho para o HC com a promessa de vaga, mas, ao chegar, foi informado da inexistência de leitos disponíveis. Essa situação, conhecida como ‘vaga zero’, força pacientes a aguardarem em macas nos corredores, dividindo a espera por uma acomodação e pela cirurgia em si. O filho relata ainda ter visto outros pacientes, com casos considerados mais graves, serem atendidos antes de seu pai, mesmo com a fratura no fêmur.

Sobrecarga e critérios de atendimento

Em entrevista à EPTV, o coordenador da Unidade de Emergência do HC, Marcos Borges, explicou que a ordem de atendimento não segue estritamente a ordem de chegada, priorizando os casos mais graves. A assessoria da Secretaria Estadual de Saúde justificou o uso da ‘vaga zero’ como medida emergencial prevista no SUS, em situações de risco de complicações sérias. O HC informou que o paciente permanece na ala de ortopedia, com estado de saúde estável, mas não se pronunciou sobre a espera pela cirurgia.

A situação de Geraldo reflete a realidade de muitos pacientes em Ribeirão Preto, que enfrentam longas esperas por atendimento médico emergencial devido à falta de vagas. A priorização de casos mais graves, embora necessária, deixa pacientes com necessidades urgentes em situação de vulnerabilidade, aguardando por um leito e por um tratamento adequado.

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