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Dengue ainda não tem previsão para vacina

Infectologista Fernando Belíssimo Rodrigues falou com a CBN Ribeirão
Dengue ainda não tem previsão para
Infectologista Fernando Belíssimo Rodrigues falou com a CBN Ribeirão

Infectologista Fernando Belíssimo Rodrigues falou com a CBN Ribeirão

A dengue afeta até 100 milhões de pessoas e leva pelo menos 500 mil para o hospital a cada ano, Dengue ainda não tem previsão para, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Para conter a doença, são investidos milhões de dólares anualmente em ações de combate e prevenção. Atualmente, pesquisadores trabalham no desenvolvimento de uma vacina contra a dengue.

Desafios no desenvolvimento da vacina: O infectologista e professor Fernando Belíssimo Rodrigues, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, explicou que a maior dificuldade para criar uma vacina contra a dengue está no fato de a doença ser causada por quatro vírus diferentes: dengue tipo 1, 2, 3 e 4. A vacina precisa proteger contra todos os quatro tipos simultaneamente, pois uma imunização contra apenas um tipo pode aumentar o risco de dengue hemorrágica caso a pessoa seja infectada por outro tipo.

Prevenção e tratamento: Além das medidas naturais de prevenção, como evitar criadouros do mosquito Aedes aegypti, não existe medicamento comprovado para prevenir a dengue. Um projeto de pesquisa está avaliando o uso de repelentes, mas ainda sem comprovação científica. Os repelentes atualmente disponíveis no mercado são considerados seguros, sem toxicidade acumulativa, embora possam causar alergias em algumas pessoas.

O tratamento da dengue varia conforme a forma clínica da doença, que pode apresentar desde ausência de sintomas até quadros graves com comprometimento hemorrágico ou hepático. A gravidade não está necessariamente relacionada ao estado de saúde prévio do paciente, pois pessoas saudáveis também podem desenvolver formas graves da doença.

Estado atual das pesquisas

No Brasil, o Instituto Butantan está desenvolvendo uma vacina contra a dengue, com testes preliminares que indicam resultados provisórios. Uma vacina francesa em desenvolvimento apresentou resultados insatisfatórios nos estudos de campo. A expectativa é que a vacina do Instituto Butantan, caso seja aprovada, esteja disponível comercialmente em um prazo mínimo de cinco a seis anos, devido à complexidade dos estudos clínicos necessários para garantir segurança e eficácia.

Informações adicionais

Os estudos clínicos para vacinas envolvem milhares de pessoas e são demorados, o que dificulta a disponibilidade rápida de uma vacina eficaz contra a dengue. Até o momento, não há previsão concreta para a aprovação e comercialização de uma vacina no Brasil ou no mundo.

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