Número é 193% maior do que em todo 2022; diretor do departamento de combate à dengue, comenta sobre a propagação da doença
Taquari-Tinga enfrenta uma grave epidemia de dengue, com mais de 1300 casos registrados em 2023 e duas mortes suspeitas. A situação gerou um aumento de mais de 60% no movimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade, que precisou criar uma ala exclusiva para atender pacientes com sintomas da doença.
Medo e Preocupação na População
A população demonstra grande preocupação com o surto. Moradores relatam o medo de contrair a dengue, especialmente aqueles com comorbidades. Apesar dos esforços individuais de combate aos focos do mosquito Aedes aegypti, a proliferação da doença continua preocupante.
Números Alarmantes e Fatores de Risco
Os números são alarmantes: 1348 casos confirmados representam um aumento de 193% em comparação com todo o ano passado. Nove pacientes estão internados, além de mais de 60 casos suspeitos. De acordo com Fabrício Fernando Araújo, diretor do Departamento de Combate à Dengue, diversos fatores contribuem para a situação, incluindo as chuvas, fatores ambientais e um relaxamento da população após dois anos sem casos significativos da doença. A alta infestação do mosquito Aedes aegypti permitiu a rápida disseminação do vírus.
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Ações de Combate à Epidemia
Equipes de vigilância sanitária estão visitando casas para orientar moradores e eliminar possíveis criadouros do mosquito. A UPA atende cerca de 500 pacientes por dia, a maioria com sintomas clássicos de dengue, como febre, dor de cabeça e dores musculares. Testes rápidos são utilizados para agilizar o diagnóstico e o acompanhamento dos casos positivos.
A situação em Taquari-Tinga exige atenção contínua e medidas eficazes para controlar a epidemia e proteger a população. A combinação de ações individuais e coletivas, aliada à vigilância constante, é fundamental para conter o avanço da dengue.



