Categoria deve ter um acompanhamento mais criterioso, pois pode evoluir para hemorrágica
Em 2016, Ribeirão Preto enfrentou uma grande epidemia de dengue, com mais de 35 mil casos confirmados. Três anos depois, a doença retorna à região, com casos confirmados do tipo 2, que pode causar hemorragia e ser mais grave.
Alerta da Fewesp
A Federação dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (Fewesp) solicita mais critério no atendimento a pacientes com sintomas de dengue. A preocupação é com o tipo 2, que exige acompanhamento médico mais próximo devido à possibilidade de evolução para dengue hemorrágica.
Sintomas e Cuidados
O presidente da Fewesp, Sefiá Límer Júnior, destaca a semelhança dos sintomas entre os tipos de dengue, o que pode dificultar o diagnóstico. O tipo 2, reincidente em pessoas já infectadas pelo tipo 1, é mais grave e letal. A recomendação é o acompanhamento constante do paciente, evitando a perda de tempo na espera pela sorologia. Casos do tipo 2 já foram confirmados em São Joaquim da Barra, Ribeirão Preto, Franca, Araraquara, Barretos e Bebedouro. É importante evitar o uso de ácido acetil salicílico (aspirina) em caso de febre ou dor, pois pode aumentar o risco de sangramento.
Prevenção e Notificação
Existem quatro sorotipos de dengue, e a imunidade é específica para cada um. O tratamento visa amenizar os sintomas, evitar a desidratação e conter a propagação da doença. O Ministério da Saúde determina a notificação de casos suspeitos de dengue tipo 2 às autoridades sanitárias em até 24 horas.



