Samir Panice Moussa foi a júri popular na última semana e teve pena fixada em 14 anos por homicídio qualificado
Dentista condenado a 14 anos de prisão por homicídio é solto após habeas corpus
O crime
O dentista Samir Moulsa foi condenado a 14 anos de prisão pela morte do auditor fiscal Adriano William de Oliveira, ocorrida em 12 de março de 2022, em Franca. A vítima foi alvejada a tiros na cabeça e no tórax enquanto estava em sua camionete na Avenida Major Nicácio. Imagens de câmeras de segurança e a placa do veículo do suspeito foram cruciais para a investigação policial. Samir Moulsa confessou o crime e indicou onde havia escondido a arma e a munição.
A condenação e a soltura
O julgamento, realizado no Fórum de Franca, durou 9 horas e meia e contou com o depoimento de nove testemunhas (cinco de acusação e quatro de defesa). Além da pena de prisão, Moulsa foi condenado a pagar uma indenização de 50 salários mínimos à família da vítima. No entanto, uma semana após a condenação, o dentista foi solto após a sua defesa impetrar um habeas corpus e obter a expedição do alvará de soltura.
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Resposta em liberdade
Com o alvará de soltura, Samir Moulsa responderá ao processo em liberdade. O caso gerou grande repercussão na região, principalmente pela gravidade do crime e pela rápida soltura do condenado após o julgamento. A decisão judicial de conceder o habeas corpus e permitir que o réu aguarde o trânsito em julgado em liberdade certamente gerará debates sobre o sistema prisional e o acesso à justiça.



