Seis pessoas foram presas e outras são investigadas; meninas de 11 a 16 anos, maioria de famílias carentes, eram exploradas
Uma denúncia anônima desvendou um esquema de prostituição infantil em Barretos, resultando na prisão de seis pessoas e na investigação de outras envolvidas. Meninas de 11 a 16 anos, muitas de famílias carentes, eram exploradas sexualmente, principalmente durante festas em uma chácara.
Aliciamento e Exploração
A investigação revelou que aliciadores pagavam cerca de R$ 20 para cada menina. O contato com as vítimas era feito pela internet e aplicativos de celular. De acordo com a delegada Denise Vichiat, responsável pelo caso, um organizador de festas utilizava duas aliciadoras para levar as meninas até a chácara. Duas irmãs, de 11 e 13 anos, confirmaram a denúncia e estão recebendo atendimento do Conselho Tutelar.
Famílias e o Contexto da Exploração
A conselheira Rosangela Carvalho relatou que algumas famílias tinham conhecimento da situação, mas não tinham noção da exploração sexual. Em alguns casos, as meninas aceitavam participar em troca de bens de baixo valor, como uma bolsinha. A conselheira também mencionou o caso de uma menina de 10 anos que está sendo investigada, e a possível participação da mãe de uma das aliciadoras no esquema.
Leia também
- Denúncia morte nelson carrera: Ministério Público denuncia sete pessoas por envolvimento na morte de empresário em Cravinhos
- Após denuncia de apologia ao Nazismo, homem é preso com pornografia infantil em Araraquara
- Ministério Público deve encaminhar denúncia do caso Nelson à Justiça nos próximos dias
Prisões e Investigações em Andamento
Todos os envolvidos – clientes, aliciadores e o empresário dono da chácara – foram presos por 30 dias. A chácara, localizada na zona rural de Barretos, possuía até segurança reforçada e portaria. As meninas relatam que eram levadas para a chácara nos fins de semana, obrigadas a usar drogas e medicamentos antes da exploração sexual. Atualmente, seis vítimas e seis investigados estão envolvidos no caso. A defesa dos acusados nega as acusações e busca a liberdade provisória com medidas cautelares. O caso causou comoção na região, destacando a gravidade da situação e a importância das investigações em andamento.



