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Denúncias de desvios em doações da Apae de Barretos partiram da própria presidência

Gestores encontraram inconsistência nas contas da administração anterior; movimentação gira em torno de R$ 4 milhões
desvios em doações Apae
Gestores encontraram inconsistência nas contas da administração anterior; movimentação gira em torno de R$ 4 milhões

Gestores encontraram inconsistência nas contas da administração anterior; movimentação gira em torno de R$ 4 milhões

Operação investiga desvio de recursos na Apae de Barretos

O Ministério Público Estadual (MPE) deflagrou na manhã de terça-feira (insira data) a operação “Igia”, que investiga desvios de dinheiro e venda irregular de terrenos da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Barretos. Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, em busca de documentos, celulares e computadores.

Denúncias de funcionários e suspeitas de desvio

As denúncias que motivaram a operação partiram de funcionários da própria Apae, apontando para um desvio de aproximadamente R$ 1 milhão em doações recebidas em 2020. Segundo o advogado da entidade, o desvio teria sido cometido pela antiga presidência, sem constar nas contas oficiais. Há também suspeitas sobre a venda de três terrenos da Apae por um valor muito abaixo do preço de mercado, totalizando um prejuízo estimado em R$ 4 milhões.

Medidas tomadas pelo Ministério Público

O MPE investiga o ex-presidente da Apae, Fábio Alves Ferreira (falecido em março de 2023), como principal suspeito do desvio de recursos. A operação incluiu mandados de busca e apreensão em Barretos e em Frutal (MG). O juiz da 2ª Vara Cível de Barretos determinou a quebra do sigilo bancário e fiscal dos investigados, além do bloqueio de bens e o afastamento da diretoria executiva, do conselho fiscal e de um funcionário da entidade. Atualmente, a Apae está sob gestão da Secretaria Municipal da Saúde e da Secretaria Municipal de Assistência Social de Barretos.

A prefeitura de Barretos informou que ainda não foi notificada oficialmente, mas agendou uma reunião com o Ministério Público para tratar do assunto. A empresa compradora dos terrenos afirma ter efetuado o pagamento na conta da Apae e que a transação foi realizada com a assinatura da diretoria e do conselho fiscal, dentro do valor de mercado. As investigações estão em andamento e as irregularidades serão apuradas.

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