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Dependência química, transtorno de personalidade borderline… psicóloga analisa o caso Johnny Depp e Amber Heard

Casal entrou em litígio e ambos passaram por avaliações psicológicas; ouça a coluna 'CBN Comportamento' com Danielle Zeoti
Dependência química
Casal entrou em litígio e ambos passaram por avaliações psicológicas; ouça a coluna 'CBN Comportamento' com Danielle Zeoti

Casal entrou em litígio e ambos passaram por avaliações psicológicas; ouça a coluna ‘CBN Comportamento’ com Danielle Zeoti

O caso entre Johnny Depp e Amber Heard trouxe à tona questões complexas sobre saúde mental e seus impactos nas relações interpessoais. A ampla cobertura midiática do julgamento expôs os transtornos mentais de ambos os envolvidos, levantando debates importantes sobre estigma e preconceito.

Dependência Química e Transtorno de Personalidade Borderline: Um Encontro Devastador

O ator Johnny Depp admitiu dependência química, enquanto Amber Heard foi diagnosticada com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) por uma perita forense. O TPB se caracteriza por instabilidade emocional, impulsividade, relacionamentos intensos e instáveis, além de ideação suicida e automutilação. A dependência química de Depp, por sua vez, agravou a situação, criando um cenário de comportamentos destrutivos e consequências devastadoras para ambos.

Identificação e Riscos do Transtorno de Personalidade Borderline

Identificar o TPB pode ser desafiador, mas alguns sinais incluem dificuldade em lidar com frustrações, reações impulsivas e agressivas (autoagressão ou agressão a terceiros), relacionamentos intensos e instáveis, e uma sensação crônica de vazio. Os riscos associados ao transtorno incluem suicídio e comportamentos agressivos em relação a familiares, amigos e colegas. O tratamento, baseado em psicoterapia, é crucial para gerenciar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.

O Impacto da Psicofobia e a Importância do Acolhimento

A cobertura midiática do julgamento Depp-Heard revelou, infelizmente, a prevalência da psicofobia na sociedade. A cultura do cancelamento, muitas vezes direcionada a pessoas com transtornos mentais, demonstra falta de compreensão e empatia. É fundamental promover a conscientização sobre saúde mental, combater o preconceito e oferecer suporte e acolhimento às pessoas que sofrem com transtornos mentais, lembrando que ninguém escolhe adoecer. O caso serve como um alerta para a necessidade de compaixão e compreensão em situações complexas envolvendo saúde mental.

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