Acusada também apelou para que cumprisse a prisão em casa, afirmando que “seria mais fácil” para relembrar o que ocorreu
Durante depoimento na última quarta-feira, Depoimento de Elizabete Arrabaça apresenta contradições, Elizabeth Arrabassa voltou atrás sobre a carta enviada à Justiça e afirmou que sua filha Natália Garnica, morta por envenenamento em fevereiro, não teria condições de colocar chumbinho em cápsulas de remédio. Inicialmente, Elizabeth havia dito que Natália teria colocado o veneno nas cápsulas destinadas a um homem e que esse mesmo medicamento foi levado para Larissa Rodrigues, nora da investigada, que morreu em março após ingerir o veneno.
Elizabeth explicou que Natália apresentava tremores e fazia uso de propranolol, o que a impediria de manipular o veneno. Ela relatou ter pensado inicialmente que Natália poderia ter colocado algo no remédio, mas depois considerou impossível devido ao estado de saúde da filha.
Detalhes do caso e depoimentos: O processo indica que antes da morte de Larissa, Elizabeth esteve com ela e teria dado alguns alimentos, que Larissa relatou ter causado mal-estar. Elizabeth afirmou que pode ajudar a esclarecer o caso, mas pediu para ser ouvida em casa, alegando que o barulho na cadeia prejudica sua concentração.
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Luís Antônio Garnica, também preso e investigado, mudou seu depoimento e afirmou que a mãe, Elizabeth Arrabassa, foi quem matou a irmã e a esposa, Larissa Rodrigues. Ele disse que no dia da morte de Larissa, Elizabeth estava com Natália e que, ao perceber que a filha passou mal, chamou Luís para prestar atendimento.
Posição da defesa e investigação: Bruno Correia, advogado de Elizabeth, declarou surpresa com a nova versão apresentada por sua cliente. Já Julio Moçim, defensor de Luís Antônio, afirmou que seu cliente revelou detalhes novos, mas não criou álibi para o dia do crime.
Andamento do caso: Segundo o Ministério Público, há provas suficientes para denunciar mãe e filho pelo feminicídio de Larissa Rodrigues. As contradições nos depoimentos complicam a situação dos investigados. A Polícia Civil de Ribeirão Preto deve encerrar o inquérito ainda hoje.
Informações adicionais
Os quatro pedidos de prisão relacionados ao homicídio já foram expedidos. Elizabeth Arrabassa e Luís Antônio Garnica permanecem presos enquanto as investigações prosseguem.



