Confira a resenha do logametragem, que vem batendo recordes de bilheteria, com o crítico Marcos de Castro na coluna ‘Cinema’
O filme Top Gun: Maverick, lançado recentemente, mais de 30 anos após o original, surpreende fãs e críticos. Nesta entrevista, o ator e crítico de cinema Marcos de Castro comenta sobre a produção.
Um Legado de 36 Anos
Marcos destaca a importância de assistir ao primeiro Top Gun (1986) antes da sequência, pois Maverick não se trata de um reboot, mas sim de uma continuação direta. Ele lembra da recepção do filme original, destacando a influência da estética dos anos 80, a trilha sonora icônica (Take My Breath Away) e a revelação de atores como Kelly McGillis e Tom Cruise.
Ação e Nostalgia
As cenas de ação de Maverick são elogiadas por seu realismo, apesar do uso de computação gráfica moderna. O filme, segundo Marcos, preserva a estética dos anos 80, o que contribui para uma experiência nostálgica. Apesar disso, ele aponta que o filme é focado na figura de Tom Cruise, o que ofusca o resto do elenco. A ausência de Kelly McGillis no roteiro também é criticada, sem uma explicação clara para sua ausência.
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Para Marcos, Top Gun: Maverick é uma celebração da habilidade humana em contraste com a tecnologia moderna. O filme não se aprofunda em temas contemporâneos como diversidade ou política social. A trama, apesar de ser uma sequência, mantém a essência do original, com um novo elenco e algumas cenas memoráveis do primeiro filme. A experiência cinematográfica é voltada para a nostalgia e para os fãs de Tom Cruise, que demonstra, aos seus 60 anos, um vigor que muitos atores mais jovens não possuem. A necessidade de assistir ao filme original antes da sequência é enfatizada para uma melhor compreensão da narrativa.



