Especialista Diego Galli analisa a melhora nos índices econômicos; dados são da Serasa Experian
A inadimplência de micro e pequenas empresas caiu 0,4% em maio, segundo levantamento da Serasa Experian. Essa é a primeira queda após quatro meses consecutivos de alta, indicando um possível alívio para o setor.
Flexibilização das restrições como fator principal
A melhora nos indicadores pode ser atribuída principalmente ao relaxamento das medidas de restrição impostas durante a pandemia. Com a flexibilização do horário de funcionamento, as empresas conseguiram melhorar o fluxo de caixa e honrar seus compromissos financeiros. Além da extensão do horário de funcionamento, houve uma adequação por parte das empresas em como atender melhor o público dentro do horário permitido, contribuindo positivamente para os resultados.
Impacto em cadeia na economia
A queda na inadimplência, mesmo que pequena (0,4%), tem um significado importante para a economia como um todo. Quando micro e pequenas empresas conseguem pagar suas contas, isso impacta positivamente seus fornecedores e credores, gerando um efeito dominó que beneficia toda a cadeia produtiva. Em maio, o comércio foi o setor que apresentou a maior diminuição de dívidas, seguido pela indústria e serviços.
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Perspectivas futuras e o endividamento das famílias
Apesar da melhora na inadimplência das micro e pequenas empresas, o alto índice de endividamento das famílias brasileiras (58%, segundo o Banco Central), permanece como um fator que pode frear uma recuperação econômica mais rápida. Entretanto, pesquisas indicam uma tendência de estabilização, com as empresas mostrando uma gestão financeira mais eficiente após a pandemia. A expectativa é de uma recuperação gradual da economia, impulsionada pela vacinação e pela adaptação das empresas ao novo cenário. A perspectiva é positiva a médio e longo prazo.



