Ouça a coluna ‘CBN Saúde’, com Fernando Nobre
Depressão e doenças cardíacas: um alerta para pacientes e médicos
Depressão após infarto aumenta risco de mortalidade
Estudos recentes demonstram uma forte relação entre depressão e doenças cardíacas, especialmente após um infarto. Um estudo apresentado no Congresso do Colégio Americano de Cardiologia de 2017 revelou que pacientes que desenvolveram depressão após um infarto apresentaram o dobro de chances de morte na década seguinte, comparados àqueles que não desenvolveram o quadro depressivo.
Fatores de risco e impacto na mortalidade
A pesquisa, que acompanhou mais de 25 mil pessoas durante dez anos, identificou que 15% desenvolveram depressão. Entre os pacientes com depressão pós-infarto, metade faleceu em dez anos, enquanto a mortalidade entre os não deprimidos foi de 38%. Além da instabilidade emocional gerada pelo infarto, fatores como redução da atividade física, dieta inadequada, tabagismo, consumo excessivo de álcool e baixa adesão ao tratamento médico contribuíram para o desenvolvimento da depressão e aumento do risco de mortalidade.
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Prevenção e cuidados
A depressão após um infarto não deve ser vista como algo trivial. A atenção médica especializada e o acompanhamento contínuo são cruciais. Médicos, pacientes e familiares devem estar atentos aos sintomas da depressão, como tristeza, baixa autoestima, fadiga, indisposição e insônia. O controle dos fatores de risco para doenças cardiovasculares e a adoção de hábitos de vida saudáveis são fundamentais para a prevenção e o tratamento.