Ouça a coluna ‘CBN Saúde’, com Fernando Nobre
Distúrbios comportamentais, especialmente a depressão, têm se manifestado com crescente frequência em indivíduos entre 30 e 50 anos, impulsionados por um estilo de vida estressante, metas complexas e pressões constantes. A cardiologia preventiva moderna identifica ‘marcadores de risco’ que, quando presentes, aumentam a probabilidade de doenças graves como infarto e derrame. A depressão pode intensificar esses marcadores, elevando o risco de complicações cardiovasculares.
A Complexidade da Pesquisa e a Descoberta de Atlanta
A pesquisa nessa área é desafiadora, e a identificação de métodos de avaliação tem sido um obstáculo para os cientistas. No entanto, um estudo recente realizado por pesquisadores em Atlanta, nos Estados Unidos, revelou a possibilidade de identificar marcadores mensuráveis para essa avaliação. Os resultados indicaram que pacientes com depressão e estilo de vida sedentário apresentaram marcadores mais pronunciados, resultando em maior incidência de doenças cardíacas.
Atividade Física como Aliada na Prevenção
O estudo sugere que a atividade física pode ser uma ferramenta valiosa para indivíduos com quadros depressivos, auxiliando na prevenção de doenças circulatórias. Os pesquisadores concluíram que distúrbios depressivos estão associados a um risco cardiovascular elevado, mas a prática de atividades físicas pode mitigar essas manifestações. A pesquisa acompanhou quase mil pessoas com idade média de 50 anos, sem histórico de doenças cardíacas, com o objetivo de observar o impacto do surgimento da depressão em sua saúde cardiovascular.
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Benefícios Abrangentes da Atividade Física
Os resultados reforçam o benefício da atividade física para a saúde em geral, com um impacto significativo na saúde cardiovascular. A recomendação é verificar a pressão arterial pelo menos uma vez ao ano.
A prática regular de exercícios físicos demonstra ser uma estratégia eficaz na promoção da saúde cardiovascular e no combate aos efeitos negativos da depressão.