Ouça a coluna ‘CBN Saúde’, com Fernando Nobre
Os casos de dengue em Ribeirão Preto têm gerado grande preocupação. Somente em janeiro, foram registrados quase mil casos positivos, e a procura por atendimento nas unidades de saúde tem resultado em longas esperas, tanto nas Unidades Básicas Distritais de Saúde (UBDSS) e Unidades Básicas de Saúde (UBS), quanto nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e hospitais particulares.
Sobrecarga no Atendimento Médico
Felipe de Almeida Van Der Ley, diretor do Hospital São Lucas, relata que nos primeiros dias do ano, a instituição registrou 4.200 casos suspeitos, dos quais metade foram confirmados. O aumento surpreendeu a equipe, levando à necessidade de contratação de mais médicos, funcionários e paramédicos para atender à demanda. Foi preciso montar um polo adicional de atendimento para o controle dos pacientes e disponibilizar mais salas, além de investir em infraestrutura burocrática e informática.
Aumento nos Atendimentos e Notificações
Ainda segundo o diretor, em janeiro, foram atendidos 13.200 pacientes nos prontos atendimentos, com 29 notificações de dengue e cinco casos suspeitos de Zika. Houve um aumento de 30% nos atendimentos em comparação com dezembro. A Unimédia, responsável pelos hospitais São Lucas e Beneficência Portuguesa, também apresentou números elevados, com 670 atendimentos e 130 pacientes diagnosticados com dengue por dia. O Hospital São Francisco registrou outros 143 casos positivos no mesmo período.
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Divergência nos Números e Notificação Compulsória
Ana Lice Castro e Silva, chefe do Departamento de Vigilância e Saúde, explica que a diferença nos números pode estar relacionada aos múltiplos atendimentos prestados ao mesmo paciente. Os números divulgados nos boletins correspondem aos casos confirmados laboratorialmente, enquanto os casos suspeitos são ainda mais numerosos. Ela ressalta que a dengue é uma doença de notificação compulsória, e todos os serviços de saúde, públicos e privados, devem notificar os casos para que o acompanhamento seja realizado de forma eficaz.
A expectativa é que os números de atendimento consolidados em Ribeirão Preto apresentem um aumento de 30% em relação a janeiro. A situação exige atenção e medidas para conter a proliferação da doença e garantir o atendimento adequado à população.