Um grupo de 18 deputados estaduais protocolou uma representação no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo pedindo a apuração de possível quebra de decoro parlamentar pela deputada Fabiana Bolsonaro. O caso ganhou repercussão após a parlamentar se pintar durante discurso em plenário e fazer declarações sobre identidade de gênero.
A manifestação ocorreu durante sessão da Assembleia Legislativa de São Paulo e teve como alvo a deputada federal Erika Hilton, que preside a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara. A atitude foi criticada por outros parlamentares, que apontaram possível prática de racismo e transfobia.
Repercussão
A ação no Conselho de Ética foi apresentada por deputados de diferentes partidos, que pedem investigação formal da conduta. Durante a sessão, a deputada Mônica Seixas reagiu e classificou o episódio como criminoso, destacando que práticas como o “blackface” são historicamente associadas à discriminação racial.
Além disso, a deputada Ediane Maria também denunciou o caso ao Ministério Público, reforçando o entendimento de que a prática pode configurar crime de racismo.
Debate político
O episódio reacendeu discussões sobre os limites da liberdade de expressão no ambiente político. Especialistas e parlamentares destacam que divergências de opinião fazem parte do debate democrático, mas devem respeitar parâmetros legais e institucionais.
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Para analistas, críticas a pautas identitárias podem ser feitas dentro do campo político, desde que sem recorrer a práticas consideradas discriminatórias. O caso agora será analisado pelo Conselho de Ética da Alesp, que deve decidir os próximos passos após o recebimento formal da denúncia.