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Deputados debatem relatório final sobre a adesão do voto impresso pelas urnas eletrônicas

Ministros do TSE afirmam que a proposta aumenta os riscos de fraude e onera o processo em R$ 2 bilhões
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Ministros do TSE afirmam que a proposta aumenta os riscos de fraude e onera o processo em R$ 2 bilhões

Ministros do TSE afirmam que a proposta aumenta os riscos de fraude e onera o processo em R$ 2 bilhões

Nesta semana, a Câmara dos Deputados retoma seus trabalhos após o recesso parlamentar, e um dos temas mais polêmicos em pauta é a proposta de emenda constitucional (PEC) que pretende tornar obrigatória a impressão do voto nas urnas eletrônicas.

Impressão do voto: segurança ou desnecessária?

A Comissão Especial da Câmara dos Deputados realiza hoje uma reunião decisiva para analisar a proposta. Em discussão está um novo modelo de urna eletrônica, onde o voto impresso seria depositado em uma urna inviolável. Para os defensores, a impressão garante a possibilidade de recontagem em caso de dúvidas e aumenta a transparência. Contudo, a Justiça Eleitoral, que implantou o voto eletrônico em 1996 sem registrar fraudes, discorda. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luiz Roberto Barroso, argumenta que o sistema atual possui dez mecanismos de verificação e auditoria, sendo a impressão desnecessária e potencialmente geradora de fraudes, além de custar R$ 2 bilhões a mais.

Opiniões divergentes entre deputados de Ribeirão Preto

A polêmica divide opiniões entre os deputados federais de Ribeirão Preto. Ricardo Silva (PSB) defende aprimoramentos na urna eletrônica, mas critica o debate como contaminado por ameaças à democracia. Já Arnaldo Jardim (Cidadania) considera a discussão uma cortina de fumaça, desnecessária e sem respaldo. Marco Feliciano (Republicanos), por sua vez, apoia a PEC, argumentando que a mudança garante mais segurança ao eleitor. A posição de Baleia Rossi (MDB), presidente do partido, é contrária à mudança, afirmando que a aprovação pode gerar incertezas para as eleições de 2024.

O futuro da PEC

A Comissão Especial tem duas opções: rejeitar a PEC, arquivando-a, ou aprová-la, encaminhando-a ao plenário da Câmara e, posteriormente, ao Senado. A votação, inicialmente prevista para junho, deve ocorrer hoje. A decisão terá impacto significativo no futuro do sistema eleitoral brasileiro.

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