Quem explica essa relação é José Carlos de Lima Junior na coluna ‘CBN Agronegócio’
A desaceleração econômica da China, causada principalmente pela crise de energia no país, tem reflexos diretos no agronegócio brasileiro. A crise hídrica chinesa elevou os custos de produção, impulsionando a importação de carvão mineral, principalmente da Austrália, e gerando uma inflação interna sem precedentes desde 2008.
Impacto da Crise Energética na Oferta de Insumos
Para controlar a inflação e a crise energética, o governo chinês adotou medidas como o rodízio de fábricas, reduzindo a produção e a oferta de produtos essenciais para o agronegócio brasileiro, como defensivos agrícolas, fertilizantes e componentes eletrônicos para maquinários. Essa diminuição na oferta impacta diretamente a produção e a comercialização de produtos agrícolas no Brasil.
Mudança no Modelo de Negócios Chinês e seus Efeitos
A China busca uma transição para um modelo de negócios mais “verde”, com foco na sustentabilidade ambiental. Essa mudança, impulsionada também pela proximidade dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2022, tem levado ao fechamento temporário de fábricas, agravando a escassez de insumos. A priorização de um cenário ambientalmente mais agradável para os jogos olímpicos acarreta em restrições na produção industrial, impactando ainda mais a disponibilidade de produtos para exportação.
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Preocupações e Cenário Atual
A situação gera grande preocupação no mercado brasileiro. Pedidos de insumos estão sendo entregues de forma fracionada ou com atrasos significativos, criando incertezas para os produtores rurais. A falta de produtos e a consequente dificuldade de abastecimento são os principais desafios do momento, exigindo planejamento e adaptação por parte do setor agrícola brasileiro.