Ouça a coluna ‘CBN Tecnovação’ com gerente do Supera Parque, Dalton Marques
O mercado de startups atravessa um período de turbulência, conhecido como "inverno das startups". Analistas apontam uma redução no fluxo de capital para essas empresas, além de demissões em massa em algumas "unicórnios" (startups com valor de mercado acima de US$ 1 bilhão).
Causas do Inverno das Startups
Diversos fatores contribuem para esse cenário. A pandemia impactou cadeias de produção, e a guerra na Ucrânia afetou o mercado de energia, causando inflação global. Governos elevam as taxas de juros para controlar a inflação, tornando investimentos em renda fixa mais atrativos que aportes em startups, consideradas de maior risco. A desvalorização de ações de grandes empresas de tecnologia, como as do grupo FAANG (Facebook, Apple, Amazon, Netflix e Google), também reflete essa mudança de cenário.
Impacto no Brasil
O Brasil não é imune a essa tendência. A alta inflação e o aumento da taxa Selic (taxa básica de juros) levaram a uma migração de investimentos para renda fixa. Dados da Distrito, plataforma de inovação, indicam redução de 4% no volume de investimentos em startups nos primeiros meses de 2022 em comparação com o mesmo período de 2021. A criação de novas unicórnios também desacelerou, e algumas startups brasileiras de destaque anunciaram demissões em massa.
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Superando o Desafio
Apesar do cenário desafiador, é importante lembrar que a economia funciona em ciclos. Startups devem focar na eficiência, buscando o máximo aproveitamento de recursos próprios. A entrada de investidores estrangeiros no mercado brasileiro demonstra que, apesar das dificuldades, há oportunidades para empresas inovadoras. Criatividade e adaptação são fundamentais para navegar nesse período e se preparar para um futuro mais promissor.