Ouça a coluna ‘CBN Sustentabilidade’, com Carlos Alencastre
Em tempos de estiagem, o desassoreamento surge como uma alternativa crucial para mitigar os impactos da seca. Carlos Alencastre, especialista no assunto, compartilha sua expertise sobre o tema.
O que é Assoreamento?
O assoreamento é o acúmulo de materiais como areia, solo erodido e outros detritos em rios e lagos. As matas ciliares desempenham um papel fundamental como filtro natural, impedindo que esses materiais se depositem na água. A remoção inadequada dessas matas compromete a proteção dos corpos hídricos, tornando-os vulneráveis ao assoreamento e ao desbarrancamento das margens.
O assoreamento acarreta a redução do volume de água, turvidez, dificuldade na entrada de luz e, consequentemente, a obstrução da fotossíntese, impactando a produção de oxigênio para a vida aquática. Em casos extremos, pode levar ao desaparecimento de rios e lagos.
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Desassoreamento: Uma Solução Viável
O desassoreamento surge como uma medida para aumentar o volume de água em rios e represas, prolongando o tempo de abastecimento das cidades. Esse processo envolve a dragagem, ou seja, a utilização de máquinas e equipamentos para remover o material acumulado no fundo dos corpos hídricos, restaurando os volumes perdidos devido ao assoreamento.
Prevenção: O Melhor Caminho
Embora o desassoreamento seja uma solução, é um trabalho custoso, complexo e demorado. A prevenção do assoreamento, por meio da preservação das matas ciliares, é a estratégia mais eficaz para garantir a saúde dos rios e a disponibilidade de água.
Ao evitar o assoreamento, asseguramos rios saudáveis, represas com maior capacidade e a manutenção do abastecimento para as populações.



