O descarte irregular de amônia próximo ao Rio Pardo, em Ribeirão Preto, acendeu um alerta sobre os danos ambientais na região. A engenheira ambiental Caroline Guerra explicou, no Manhã CBN desta terça-feira (17), que o gás se dissipe rapidamente no ar em áreas abertas. Entretanto, o perigo é considerado muito maior quando a substância atinge o ecossistema local.
A especialista ressalta que a amônia é extremamente tóxica para peixes e outros organismos aquáticos. No solo, a substância também prejudica micro-organismos essenciais para o equilíbrio ambiental. A concentração do gás no ar foi alta o suficiente para causar irritações imediatas em foliões e moradores.
Riscos imediatos
A amônia é um gás volátil que causa irritação severa no nariz e nos olhos de quem é exposto. Caroline Guerra adverte que a exposição pode ser fatal em determinadas concentrações.
Ela orienta que qualquer sintoma persistente deve ser avaliado por um médico imediatamente. O atendimento especializado é fundamental para evitar o agravamento de quadros respiratórios graves.
Empresas que manuseiam poluentes devem seguir normas rígidas de segurança e possuir licenças da Cetesb. O descarte feito em ambiente aberto e em contato com o solo é considerado totalmente incorreto. A investigação agora busca punir os responsáveis para evitar que o crime ambiental se repita.



