Professor de políticas ambientais, Marcelo Pereira, reforça a importância da criação de locais adequados para despejo. Ouça!
Reclamações de moradores sobre o descarte irregular de lixo em terrenos baldios têm se multiplicado em Ribeirão Preto. O problema, agravado pela estação chuvosa, cria focos de dengue e compromete a saúde pública. A falta de conscientização da população e a ineficiência da fiscalização municipal contribuem para a proliferação desse cenário.
Falta de locais adequados para descarte
Em entrevista, o professor de políticas ambientais da USP, Marcelo Pereira, afirma que a ausência de pontos suficientes para descarte de lixo, entulho e móveis velhos reflete a falta de uma política pública efetiva de resíduos sólidos. Segundo ele, é preciso um planejamento estratégico para a localização dos ecopontos, além de campanhas de conscientização para engajar a população.
Ações necessárias para solucionar o problema
Para o professor, a solução envolve ações integradas: educação ambiental (formal e informal), aumento do efetivo de fiscalização e uma política pública participativa. A fiscalização, por sua vez, não deve ser apenas punitiva, mas também educativa, orientando a população sobre o descarte correto dos resíduos. Ele destaca a importância da participação da sociedade para o sucesso da iniciativa, reduzindo a necessidade de uma fiscalização excessiva.
Ações da prefeitura e panorama atual
A prefeitura de Ribeirão Preto afirma que o descarte irregular de lixo é crime, com multa de R$ 511 mil para infratores. Foram instalados cinco ecopontos na cidade, localizados em diferentes bairros, para o descarte de resíduos recicláveis, entulho de construção civil (até 1m³ por mês) e móveis velhos. Apesar disso, a demanda continua alta, e a conscientização da população e a fiscalização efetiva são cruciais para solucionar o problema do descarte irregular de lixo na cidade.



