Ouça a coluna ‘CBN Sustentabilidade’, com Carlos Alencastre
A falta de uma política nacional para o descarte correto de medicamentos no Brasil gera sérias preocupações ambientais e de saúde pública. Medicamentos descartados incorretamente, seja no lixo comum ou no vaso sanitário, invariavelmente contaminam a água, representando um risco crescente para a população e para o meio ambiente.
O Problema da Contaminação da Água
Muitos medicamentos não são completamente eliminados durante o tratamento de esgoto convencional. Substâncias químicas presentes nesses fármacos persistem na água, afetando a vida aquática. Hormônios presentes em pílulas anticoncepcionais, por exemplo, podem alterar o sistema endócrino de peixes, conforme apontam pesquisas da Unicanto. O consumo de peixes contaminados transfere essas substâncias para os seres humanos, desencadeando potenciais problemas de saúde.
A Necessidade de Incineração e Coleta Adequada
A incineração é o método mais adequado para a destruição de medicamentos, garantindo a eliminação segura dos componentes químicos. É crucial alertar a população sobre os perigos do descarte inadequado, incentivando a busca por alternativas corretas. Algumas farmácias e empresas já oferecem serviços de coleta de medicamentos vencidos ou não utilizados. Campanhas de conscientização são essenciais para ampliar essa prática em cidades como Ribeirão Preto.
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Urgência de Políticas Públicas e Educação
A situação exige a atenção urgente dos governantes para a criação de uma política nacional de descarte de medicamentos, acompanhada de leis rigorosas e campanhas educativas. A conscientização da população sobre os riscos do descarte inadequado é fundamental para proteger a saúde pública e o meio ambiente.
A conscientização e a ação conjunta são essenciais para mitigar os impactos negativos do descarte inadequado de medicamentos.



