Prefeitura disse que o Ministério da Saúde e o Estado são responsáveis pelos imunizantes e que o número enviado foi insuficiente
Ribeirão Preto voltou a registrar preocupação com a Covid-19: segundo dados locais, somente neste ano a cidade contabilizou 3.212 casos confirmados e 25 óbitos. Desde o início da pandemia, o total de mortes atribuídas à doença alcança 3.594. Embora o ritmo de contagiosidade tenha arrefecido nas últimas semanas, autoridades alertam para a necessidade de manter vigilância e vacinação em dia.
Quadro epidemiológico
Nas últimas semanas a região passou por um período de aumento de contágios. O número de casos vem caindo, mas o cenário mantém-se instável e exige atenção, sobretudo pelo potencial de agravamento entre pessoas com comorbidades. Profissionais de saúde e gestores locais destacam que mesmo uma redução na transmissão não elimina o risco de surtos e mortes.
Falta de vacinas e responsabilidade pelo abastecimento
Os postos de saúde de Ribeirão Preto estão sem doses da vacina contra a Covid-19 desde março. A Secretaria Municipal de Saúde informou que os imunizantes são encaminhados pelo Ministério da Saúde aos estados, que, por sua vez, repassam as remessas aos municípios. O prefeito Duarte Nogueira ressaltou que a oferta de vacinas é uma variável fora do controle direto da cidade e listou as três frentes de vacinação em curso no momento: dengue, influenza e Covid-19.
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Segundo o prefeito, assim que as doses chegarem à estrutura municipal elas serão ministradas ao público-alvo. Ele também observou que grande parte da população já recebeu várias doses — três, quatro ou cinco, em muitos casos — e que o principal desafio atrásra é alcançar os poucos não vacinados. Nogueira ainda afirmou que muitos óbitos ocorreram em pacientes com comorbidades, o que aumenta a gravidade dos casos quando o vírus circula.
Cobrança ao governo federal e investigação sobre o desabastecimento
O município informou ter solicitado um posicionamento ao Ministério da Saúde para esclarecer a falta de envio de doses e disse que investigará onde está o problema, que pode estar na logística de distribuição ou na estratégia de informação. Autoridades locais avaliam possíveis consequências da interrupção da imunização e acompanham a evolução dos indicadores epidemiológicos para ajustar as ações de proteção à população.
Enquanto a normalização do fluxo de vacinas não é confirmada, a prefeitura mantém o apelo à população para que verifique seu esquema vacinal e procure atendimento para completar doses pendentes quando a campanha for retomada.



