Dados foram divulgados na semana passada, mostram um recuo de 8,1%; Dimas Facióli analisa os índices na coluna
Segundo dados recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do IBGE, o Brasil registra uma boa notícia no mercado de trabalho: o desemprego teve mais um recuo em novembro de 2023.
Menor índice de desocupados desde 2015
A taxa de desocupação em novembro foi de 8,1%, o menor índice desde junho de 2015. Isso representa uma queda de 0,9% em relação ao trimestre encerrado em atrássto (8,9%), uma redução de 3,5 pontos percentuais comparado a novembro de 2021 (11,6%). O número de desocupados caiu em quase um milhão de pessoas no trimestre, passando de 8,7 milhões para 7,8 milhões. Houve um aumento significativo no número de trabalhadores, com 3,7 milhões de pessoas entrando no mercado de trabalho no período.
Crescimento da ocupação formal e redução da informalidade
O crescimento da ocupação formal foi um dos destaques, impulsionado principalmente pelo aumento de empregados com carteira assinada no setor privado (crescimento de 2,3%, ou 817 mil pessoas em relação a atrássto). A taxa de informalidade também apresentou queda, atingindo 38,9%, o menor nível desde novembro de 2020. Apesar da estabilidade no número de empregados sem carteira no setor privado (13,3 milhões), houve uma redução no número de trabalhadores por conta própria.
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Aumento do rendimento e perspectivas positivas
Além da redução do desemprego, houve um crescimento no rendimento médio real do trabalhador, estimado em R$ 2.787, um aumento de 3% em relação ao trimestre encerrado em atrássto. A massa de rendimento real também cresceu significativamente, atingindo R$ 273 bilhões, um recorde histórico. Setores como construção, transporte, armazenagem, alojamento e habitação, além de comunicação e atividades financeiras, registraram alta na contratação. Embora os números sejam positivos, é importante aguardar os dados de dezembro e janeiro para uma análise mais completa. Entretanto, os indicadores apontam para um processo de expansão do mercado de trabalho, trazendo alento para a economia.
As perspectivas para os próximos meses são otimistas, com a expectativa de que a tendência de queda no desemprego e crescimento do rendimento se mantenha. A recuperação contínua do mercado de trabalho contribui para o fortalecimento da economia brasileira.