Discussão é sobre se essas contas devem entrar no cálculo da Lei de Responsabilidade Fiscal; ouça a coluna ‘De Olho na Política’
A Frente Nacional de Prefeitos (FNP) realizou uma reunião geral para discutir temas relevantes para a gestão municipal. Um dos pontos principais foi a contabilização das despesas com o pessoal das organizações sociais (OS) dentro dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Despesas com Organizações Sociais e a LRF
A LRF impõe limites para gastos públicos com pessoal, afetando áreas como saúde, educação e assistência social. Prefeitos de diversas cidades participaram de um debate para discutir a inclusão das despesas com pessoal das OS nesses cálculos. Até 2019, essas despesas estavam fora do limite da LRF, mas o Tribunal de Contas passou a considerá-las, criando um desafio para os gestores municipais.
O Impacto na Gestão Pública
A inclusão das despesas com OS na LRF impacta diretamente o planejamento orçamentário dos municípios. A reunião serviu como espaço para prefeitos compartilharem experiências e alternativas para lidar com essa nova realidade, buscando soluções para evitar o descumprimento da lei. A troca de informações entre gestores é crucial, pois permite aprender com os sucessos e fracassos de diferentes abordagens.
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Planejamento e o Futuro das Cidades
Outro tema abordado foi a importância da elaboração de planos de governo antes mesmo das eleições. A falta de planejamento prévio leva à apresentação de propostas irreais e sem embasamento na realidade administrativa. A discussão ressaltou a necessidade de um mapeamento detalhado das condições de cada secretaria, metas de políticas públicas e recursos disponíveis para uma gestão eficiente e eficaz. A qualificação dos políticos e a busca por soluções inovadoras são fundamentais para a construção de cidades melhores no futuro.