Despesas com medicamentos, fraldas, tratamentos médicos, alimentação especial e serviços de centro-dia podem ser consideradas na análise da renda para concessão do BPC, desde que sejam comprovadas e não estejam sendo fornecidas gratuitamente pelo governo. A coluna Vida e Aposentadoria explica que os valores de referência foram atualizados em 30 de setembro, passando de R$ 387 para R$ 473, o que pode fazer diferença para famílias que ultrapassam o limite de renda por uma pequena margem.
A advogada Karine Rezende orienta que o interessado reúna três tipos de documentos: relatório médico e prescrições que comprovem a necessidade, declaração ou documentação que confirme a falta de fornecimento gratuito pela rede pública e recibos dos gastos realizados. Entre os valores de referência citados estão R$ 56 para medicamentos, R$ 110 para consultas e tratamentos médicos, R$ 120 para fraldas, R$ 147 para alimentação especial e R$ 40 para serviços de centro-dia.
A colunista também explica que quem teve o pedido negado antes da atualização pode fazer uma nova solicitação com a documentação dos gastos, enquanto quem já recebe o benefício deve manter o Cadastro Único atualizado e guardar os comprovantes para eventual revisão. Para solicitar o BPC, é necessário verificar os critérios de idade ou deficiência, a composição e a renda familiar e apresentar a documentação ao INSS. Para saber mais sobre o tema, ouça a coluna Vida e Aposentadoria.