Muitos internos da Penitenciária de Jardinópolis mudaram suas perspectivas de vida após participarem do ‘Projeto Reintegra’
O cárcere, um ambiente de privações e afastamento, impulsionou José Alberto a transformar suas experiências em palavras. Em seu livro, ele relata as dificuldades da vida prisional, a distância daqueles que ama e a busca por um escape por meio da escrita e da leitura.
Da Prisão à Biblioteca: Uma Jornada de Redenção
Enquanto cumpre sua pena no Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de Jardinópolis, José Alberto encontrou na literatura e no trabalho em uma biblioteca uma forma de ressignificar sua vida. Sua paixão por livros o levou a escrever não apenas um, mas três livros, incentivando a leitura entre os demais internos. A biblioteca, antes com poucas locações, atrásra registra mais de 500 empréstimos mensais, demonstrando o impacto de sua iniciativa.
Reintegração Social por Meio do Trabalho
José Alberto participa do projeto Reintegra, uma iniciativa social que promove a ressocialização de presos por meio do trabalho. O CPP de Jardinópolis possui convênios com empresas privadas, oferecendo diversas oportunidades de trabalho aos reeducandos, desde a produção de mudas de cana e alimentos até a fabricação de cigarros de palha e prendedores de roupa. A possibilidade de trabalhar fora da unidade, como no caso de Cristiano dos Anjos de Assunção, que atua como auxiliar administrativo em um fórum, contribui significativamente para a reintegração social, permitindo contato com o mercado de trabalho e a sociedade.
Um Futuro Reforjado
A experiência de José Alberto e outros reeducandos demonstra a importância do trabalho como ferramenta de ressocialização. A redução da pena por meio do trabalho, a possibilidade de receber salário e a contribuição para um rateio entre os detentos que não trabalham são incentivos que promovem a dignidade e a esperança de um futuro melhor. Acompanhamento e monitoramento, como o uso de tornozeleiras eletrônicas para aqueles que trabalham fora da unidade, garantem a segurança e a responsabilidade dos reeducandos. A inserção gradual na sociedade, preparando tanto o reeducando quanto a comunidade para sua reinserção, é fundamental para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.



