A avenida Nove de Julho, em Ribeirão Preto, voltou a ser motivo de preocupação para comerciantes, moradores e motoristas. Reaberta em março de 2025, após cerca de dois anos interditada para a realização de uma obra de revitalização milionária, a via já apresenta sinais de deterioração, como paralelepípedos soltos, afundamento em bueiros e formação de crateras.
O problema se apresenta mais grave, em especial, em cruzamentos movimentados como o da rua Marechal Deodoro e o da Comandante Marcondes Salgado.
Risco de acidentes e impacto no comércio
A rápida deterioração da avenida volta a trazer incertezas para comerciantes que sofreram com o período de fechamento, o que levou a um esvaziamento da região. Os sinais de desgaste, que começaram a aparecer cerca de dez meses da reabertura, preocupam os empresários com a possibilidade de um novo fechamento da avenida.
Além disso, de acordo com relatos de quem trabalha nas redondezas, os desníveis no pavimento aumentam o risco de acidentes, principalmente para motociclistas, sem contar nos danos a veículos. Os comerciantes também relatam transtornos causados por vazamentos, mau cheiro e transbordamento de bocas de lobo em dias de chuva, com um registro inédito de alagamento no cruzamento com a Marechal Deodoro.
Em nota, a Secretaria de Obras e Infraestrutura informou que notificou a empresa responsável pela intervenção para realizar vistorias e executar as manutenções necessárias. Segundo a pasta, os reparos devem ser feitos pela própria construtora, já que a obra está no período de garantia, com acompanhamento da fiscalização municipal para assegurar a correção dos problemas.
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Marco histórico da cidade
A avenida Nove de Julho, patrimônio de Ribeirão Preto, foi inaugurada em 1922 sob a denominação de Av. Independência, na gestão do prefeito João Rodrigues Guião. O nome original foi escolhido para homenagear o Centenário da Independência do Brasil, mas acabou alterado, em 1934, em referência a Revolução Constitucionalista de 1932.



