Incidência da doença aumenta durante esta época do ano; ouça a entrevista com a médica oncologista Cristiane Mendes
Dezembro é o mês de conscientização sobre a prevenção do câncer de pele, um tipo de câncer bastante comum no Brasil, com projeções de até 100 mil novos casos em 2020, sendo 30% referentes ao câncer de pele.
Principais sinais de alerta
A médica oncologista Cristiane Mendes destaca a importância da observação de alterações na pele, como lesões que não cicatrizam em mais de quatro semanas, pintas que crescem ou mudam de cor, sangram ou coçam. Lesões peroladas ou com aspecto de espinha também merecem atenção. Homens devem observar lesões que não cicatrizam após o barbear. O melanoma, um tipo mais agressivo, pode se apresentar como lesões escuras que crescem rapidamente. Qualquer alteração suspeita deve ser avaliada por um médico.
Fatores de risco e prevenção
A exposição solar sem proteção é o principal fator de risco. Pessoas de pele mais clara, com menos melanina, são mais vulneráveis. A genética também desempenha um papel, com algumas síndromes hereditárias aumentando o risco. A exposição prolongada e repetida ao sol, principalmente na infância e adolescência, aumenta significativamente as chances de desenvolver câncer de pele. O uso de camas de bronzeamento artificial, proibido no Brasil desde 2009, também é um fator de risco. A doutora Mendes enfatiza a importância do uso de protetor solar com reaplicação frequente, além de outros métodos de proteção, como chapéu, óculos escuros e roupas de manga comprida.
Leia também
A prevenção é crucial, e a conscientização sobre os sinais de alerta e os fatores de risco permite a detecção precoce e o tratamento adequado, aumentando as chances de cura. A utilização de protetor solar, aliada a hábitos de proteção solar, é fundamental para reduzir o risco de desenvolver câncer de pele.



