Sobre o assunto e a importância da prevenção, ouça a coluna ‘Filhos e Cia’ com Ivan Savioli Ferraz
De acordo com dados de 2020, cerca de 6.500 crianças e adolescentes faleceram em decorrência de acidentes no Brasil, sendo esta a principal causa de morte nessa faixa etária. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a substituição do termo "acidente" por "lesão não intencional", pois a maioria desses eventos (90%) é perfeitamente prevenível.
Prevenção de Lesões Não Intencionais: Um Problema de Saúde Pública
A prevenção de lesões não intencionais requer uma abordagem multifacetada. O Dr. Ivansa Violi Ferras destaca a importância da orientação aos pais e responsáveis como medida crucial. Ele enfatiza que a maioria dos acidentes não são eventos aleatórios, mas sim consequências de fatores previsíveis e controláveis.
Fatores de Risco e Medidas Preventivas
O especialista cita exemplos como acidentes de trânsito, altamente concentrados em finais de semana e feriados, e afogamentos, mais comuns em períodos de férias escolares. A falta de supervisão adequada, aliada ao consumo de álcool, contribui significativamente para esses eventos. Medidas simples, como guardar produtos de limpeza e medicamentos fora do alcance das crianças, proteger tomadas elétricas e evitar o uso de andadores, podem fazer a diferença na prevenção de acidentes domésticos.
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Educação, Fiscalização e Melhoria de Produtos: Uma Abordagem Tripartite
A prevenção de lesões não intencionais exige uma abordagem tripartite, envolvendo educação (orientação aos pais), aplicação de leis (fiscalização) e melhoria de produtos (design mais seguro). A educação contínua dos pais e responsáveis é fundamental para criar ambientes mais seguros para crianças e adolescentes, reduzindo drasticamente o número de lesões não intencionais.