Mobilização reuniu cerca de 30 mulheres na frente do Theatro Pedro II; manifestantes dizem que não há motivos para comemorar
Em 8 de março, Dia Internacional da Mulher, um protesto na região central da cidade chamou a atenção para a dura realidade enfrentada pelas mulheres brasileiras, principalmente as mulheres negras e trabalhadoras. Ao invés de comemorações, o ato foi marcado por uma forte demonstração de luta e resistência.
Mortes pela Covid-19 e a Precariedade
De acordo com Tatiana Maestro Rodrigues, auxiliar administrativo e integrante de um dos movimentos participantes, o protesto destaca a alta taxa de mortalidade feminina durante a pandemia de Covid-19. Rodrigues aponta a falta de condições sanitárias mínimas e a precariedade do auxílio emergencial como fatores que contribuíram para essa situação. A ativista defende a necessidade de vacinação para todos e de um auxílio emergencial digno que permita às trabalhadoras ficarem em casa durante a pandemia.
Violência contra a Mulher e a Simbologia do Protesto
Outro ponto crucial levantado no protesto foi o aumento exponencial da violência contra a mulher durante o período de isolamento social. Os casos de feminicídio e violência doméstica se intensificaram, criando um cenário ainda mais crítico para as mulheres brasileiras. As cruzes com bexigas, utilizadas no protesto, simbolizam a morte de brasileiros pela Covid-19 (cruzes) e a luta feminista (bexigas lilás e vermelhas).
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Um Ato Pacífico por Mudanças
A manifestação, que contou com a participação de aproximadamente 20 a 30 mulheres, ocorreu de forma pacífica e contou com o apoio da Polícia Militar. O objetivo principal foi chamar a atenção para a necessidade de políticas públicas que garantam a segurança e o bem-estar das mulheres, e que lhes permitam ter motivos reais para comemorar o Dia Internacional da Mulher nos próximos anos. A solidariedade às vítimas do novo coronavírus também foi um ponto central da demonstração.



