Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Lis Canello
A depressão, antes conhecida como melancolia, afeta uma parcela significativa da população mundial e tem sido alvo de estudos científicos. Estima-se que 350 milhões de pessoas sofram com essa condição, mas apenas uma minoria busca tratamento adequado.
Os Sintomas da Depressão
Embora as causas exatas da depressão permaneçam incertas, os sintomas são frequentemente consistentes: desânimo, mau humor, angústia, introspecção e falta de apetite. A psiquiatra Ana Claudia de Oliveira enfatiza que esses sintomas centrais devem ser acompanhados por outros, como alterações no apetite, sono, libido, cansaço, irritabilidade, sentimentos de culpa e descuidos com a aparência. É crucial distinguir a depressão da tristeza comum, que é uma emoção normal do dia a dia. A depressão se caracteriza por um conjunto de sinais e sintomas persistentes.
Fatores Desencadeantes e Grupos de Risco
Os gatilhos para a depressão variam de pessoa para pessoa. Para Adilson Moraes, comerciante, a depressão surgiu após a morte de seu pai, um evento que desencadeou um profundo sentimento de perda e culpa. Entre as mulheres, há dois períodos de maior vulnerabilidade: entre os 18 e 25 anos e entre os 40 e 50 anos, devido a alterações hormonais. A depressão pós-parto também é uma preocupação, afetando mulheres que acabaram de dar à luz. A psicóloga Fabíola Martim explica que, embora seja comum sentir tristeza e apreensão após o parto, a depressão pós-parto grave pode impedir a mulher de cuidar do bebê, necessitando de intervenção médica e psicológica. Nos homens, a fase pós-adolescência é considerada a mais perigosa, devido à associação com pensamentos suicidas.
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A Relação com o Suicídio e o Papel do Apoio
Estimativas da Organização Mundial da Saúde indicam que a depressão pode estar relacionada a até 90% dos casos de suicídio. O psiquiatra Samitiba alerta que o risco de suicídio pode aumentar quando a pessoa começa a tomar medicação e sente uma melhora no ânimo, mas ainda não superou os pensamentos negativos. Nesses casos, é fundamental um acompanhamento próximo. Fabíola Martim ressalta a importância do apoio de familiares e amigos para aqueles que enfrentam a depressão, enfatizando que o luto e a dor são processos naturais que precisam de tempo para serem elaborados.
Lidar com a depressão e suas consequências exige paciência e compreensão, tanto para o indivíduo afetado quanto para aqueles ao seu redor.



